3 de Outubro de 2008 / às 15:46 / em 9 anos

Aécio domina para o bem e para o mal debate de candidatos em BH

BELO HORIZONTE, 3 de outubro (Reuters) - As parcerias com o governador Aécio Neves (PSDB) e a sua participação polêmica na campanha eleitoral foram motivos de ataques mútuos no debate entre os candidatos à prefeitura de Belo Horizonte, na noite de quinta-feira, na TV Globo.

Ao lado do prefeito Fernando Pimentel (PT), Aécio é o principal cabo eleitoral de Márcio Lacerda (PSB), líder nas pesquisas na capital. Mas foi o candidato Leonardo Quintão (PMDB), embalado pela popularidade do governador quem deu mais ênfase à parceria.

“O governador Aécio também é meu aliado. Tenho, inclusive, amizade pessoal com o governador”, ressaltou Quintão, destacando ainda a condição de aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cujo governo o PMDB tem seis ministérios.

O peemedebista teve crescimento considerável nas últimas pesquisas, criando a possibilidade de levar a eleição para o segundo turno. Quintão buscou tirar de Lacerda a primazia pelo bom entendimento com Aécio.

“O governador tem feito um bom trabalho, mas pode fazer mais. Vou ser parceiro do governador de primeira ordem”, assegurou.

Ao contrário dos debates anteriores, nos quais predominou um clima de amenidade, o tom da discussão foi bem mais agressivo, principalmente entre Márcio Lacerda e a candidata Jô Moraes (PCdoB), envolvidos em disputa judicial sobre a legalidade da participação de Aécio nos programas eleitorais.

TAPETÃO

Lacerda classificou de “anti-democrática” a atitude da comunista de acionar a Justiça Eleitoral para impedir o uso de imagens e depoimentos do governador em seus programas.

“A candidata queria ganhar no tapetão”, disse Lacerda, em alusão às 36 ações encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a participação de Aécio.

“A situação da aliança ficou clara com a decisão do TSE”, rebateu Jô Moraes, referindo-se à liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral proibindo a participação de Aécio nos programas de Lacerda e ao recurso do adversário contra a decisão, negado pela corte.

A questão também rendeu assunto para Sérgio Miranda (PDT), que duas vezes lembrou a ação em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) acusa Lacerda, seu vice Roberto Carvalho (PT), Aécio e Pimentel de abuso de poder político, econômico e de autoridade durante a campanha.

“Isso não macula o processo eleitoral? Não dá ilegitimidade à eleição?”, questionou Miranda se dirigindo a Lacerda, que, em sua opinião, “estará ameaçado constantemente de cassação” caso seja eleito.

“Não há ilegalidade e há absoluta legitimidade em todo o processo”, respondeu Lacerda, buscando tranquilizar os eleitores.

Reportagem de Marcelo Portela, Edição de Mair Pena Neto

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