13 de Julho de 2008 / às 14:09 / 9 anos atrás

Olmert: acordo de paz com palestinos nunca esteve tão perto

<p>Primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em reuni&atilde;o com comunidade et&iacute;ope em Jerusal&eacute;m, em julho deste ano. Israel e os palestinos nunca estiveram t&atilde;o perto de chegar a um acordo de paz, disse Olmert no domingo. Photo by Eliana Aponte</p>

Por Dan Williams

PARIS (Reuters) - Israel e os palestinos nunca estiveram tão perto de chegar a um acordo de paz, disse o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert no domingo, depois de conversar com o presidente palestino Mahmoud Abbas e o presidente francês, Nicolás Sarkozy.

Olmert disse a jornalistas que ainda há obstáculos a superar e que é chegada a hora de ambas as partes tomarem decisões difíceis.

“Me parece que nunca antes estivemos tão próximos da possibilidade de selar um acordo quanto estamos hoje”, disse ele em coletiva de imprensa, ao lado de Abbas e Sarkozy.

“Me parece que chegamos ao momento em que as autoridades palestinas e as israelenses precisam tomar decisões sérias e importantes que irão finalmente nos levar para onde nunca antes estivemos”, acrescentou, sem dar maiores detalhes.

Olmert e Abbas iniciaram negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos no ano passado, com o objetivo declarado de chegar a um acordo antes do término do mandato do presidente norte-americano, George W. Bush, em janeiro de 2009. Mas os avanços vêm sendo frustrados por violência e recriminações mútuas.

Sarkozy, cujo país assumiu em 1o de julho a presidência rotatória da União Européia, visitou Israel e a Cisjordânia no mês passado, como parte de esforços para facilitar as negociações.

Abbas saudou a intercessão francesa e expressou a esperança “de que possamos chegar à paz dentro de alguns meses”.

Falando por meio de intérprete, ele disse na coletiva de imprensa: “Iniciamos negociações detalhadas com Olmert. Estamos totalmente sérios. Ambos estamos falando a sério.”

CÚPULA MEDITERRÂNEA

Sarkozy convidou Olmert e Abbas a Paris para participar de uma cúpula de países da União Européia e do Mediterrâneo que começa ainda neste domingo.

Também está presente o presidente sírio, Bashar al Assad, que vem mantendo negociações de paz indiretas com Israel, mediadas pela Turquia.

Olmert disse que gostaria que houvesse um engajamento direto com a Síria, mas que isso não se dará às expensas das negociações com os palestinos, “que são de importância máxima para nós”.

Ele também declarou que quer trabalhar com a Europa e os EUA “para evitar o maior perigo para Israel”, ou seja, as ambições nucleares do Irã. Os países ocidentais e Israel, que se acredita possuir o único arsenal atômico do Oriente Médio, suspeitam que o Irã esteja tentando construir uma bomba atômica, o que Teerã nega.

A visita do premiê israelense à França vem sendo lançada na sombra por acusações de fraudes com suas despesas de viagens que lhe vêm sendo feitas em seu país. Olmert nega as acusações.

Destacando a importância dada ao escândalo crescente, a rádio Israel deixou de fazer a cobertura ao vivo das declarações de Olmert em Paris para entrevistar um parlamentar do partido que é seu principal aliado na coalizão governista, falando das suspeitas mais recentes.

Enquanto o escândalo cresce, Olmert vem enfatizando seus esforços para fazer a paz com os muitos inimigos de Israel e mostrar que sua atenção continua plenamente focada nas várias conversações.

Autoridades israelenses e ocidentais dizem que os avanços maiores com os palestinos têm sido relativos à questão das fronteiras e que qualquer acordo de paz dificilmente irá detalhar o que será feito com Jerusalém ou com os refugiados palestinos.

De acordo com autoridades palestinas e ocidentais, Olmert ofereceu devolver 92,7 por cento da Cisjordânia, mais 100 por cento da Faixa de Gaza, aos palestinos. Além disso, propôs uma troca de 5,3 por cento de territórios em contrapartida por grandes assentamentos israelenses.

Abbas exige o equivalente a 100 por cento da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Ele levantou a possibilidade de modificar as fronteiras pré-1967 e pode aceitar uma troca de terras de 1,5 a 2 por cento.

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