1 de Novembro de 2007 / às 13:35 / em 10 anos

Rice vai ao Oriente Médio tentar aproximar Israel dos palestinos

<p>A secret&aacute;ria de estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, discursa no Departamento de Estado, em Washington. A secret&aacute;ria de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, re&uacute;ne-se com l&iacute;deres israelenses e palestinos neste fim de semana para negociar uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta &agrave;s v&eacute;speras de uma confer&ecirc;ncia de paz. Photo by Yuri Gripas</p>

Por Sue Pleming

WASHINGTON (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, reúne-se com líderes israelenses e palestinos neste fim de semana para negociar uma declaração conjunta às vésperas de uma conferência de paz.

Mas Rice, intencionalmente, tem diminuído as expectativas a respeito do encontro.

Autoridades norte-americanas prevêem que a terceira visita da secretária à região em seis semanas resulte em um documento com os princípios responsáveis por pautar o início de negociações a respeito de um Estado palestino, mas que apresentará poucos pontos específicos.

“De forma inteligente, eles estão reduzindo as expectativas. O nível das expectativas é tão baixo que poderia acertá-los na cabeça. Mas essa é uma manobra inteligente”, afirmou Bruce Riedel, um especialista em questões do Oriente Médio junto ao Centro Saban do Instituto Brookings. Riedel é também um ex-analista da CIA, agência de inteligência dos EUA.

Rice deve chegar a Jerusalém na noite de sábado, depois de participar de uma conferência sobre o Iraque na Turquia, onde deve realizar uma série de encontros em meio aos esforços de paz.

No domingo, Rice discursará em uma conferência em Jerusalém na qual deve pressionar os dois lados a fazer promessas importantes e a concordar em cumprir as estipulações do plano de paz de 2003 conhecido como “mapa do caminho” e há tempos paralisado.

<p>A secret&aacute;ria de Estado norte-americana, Condoleezza Rice (centro), re&uacute;ne-se com l&iacute;deres israelenses e palestinos neste fim de semana para negociar uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta &agrave;s v&eacute;speras de uma confer&ecirc;ncia de paz. Foto com delega&ccedil;&atilde;o iraquiana em Washington, 1o de novembro. Photo by Kevin Lamarque</p>

Entre essas estipulações estão o congelamento da expansão dos assentamentos de Israel na Cisjordânia ocupada e uma ação repressiva da parte dos palestinos contra seus militantes.

O governo dos EUA tenta fortalecer militarmente o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Na semana passada, a Casa Branca pediu ao Congresso norte-americano por ao menos 410 milhões de dólares em fundos adicionais com vistas a aumentar as forças de segurança de Abbas em 2008 e diminuir os problemas financeiros da Autoridade Palestina.

Autoridades norte-americanas afirmam ser improvável que Rice anuncie a data da conferência de paz, marcada para acontecer em Annapolis (Maryland), durante sua visita. Mas que os convites podem ser distribuídos quando a secretária regressar do Oriente Médio.

A data mais provável para o encontro é a semana de 26 de novembro, dizem autoridades e diplomatas.

Dennis Ross, enviado dos EUA ao Oriente Médio durante o governo do presidente Bill Clinton, afirmou que Rice parecia estar distante de convencer Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, a chegarem a um acordo.

“Ela depara-se com dois líderes que desejam avançar, mas que, ao mesmo tempo, não possuem bases políticas fortes. Isso representa uma limitação”, disse Ross.

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