10 de Setembro de 2008 / às 16:14 / 9 anos atrás

Russos preparam-se para deixar zona de segurança na Geórgia

Por Lasha Berulava

KHOBI, Geórgia (Reuters) - Soldados russos começaram a desmontar postos de controle no oeste da Geórgia, na quarta-feira, obedecendo assim a um acordo de cessar-fogo mediado pela França.

Mas, nem bem a desocupação começava, surgiram desentendimentos sobre a força internacional que substituirá aqueles militares.

Chamando atenção para a fragilidade do cessar-fogo responsável por colocar fim a uma breve guerra travada entre a Rússia e a Geórgia, um policial georgiano foi morto a tiros perto de um posto de controle russo localizado em outra parte dessa ex-República Soviética.

A intervenção da Rússia na Geórgia, no mês passado --as forças russas esmagaram os militares georgianos que tentavam retomar o controle sobre a região separatista da Ossétia do Sul --, foi condenada pela comunidade internacional e alimentou temores sobre a confiabilidade do fornecimento de combustíveis vindos daquela região.

Na segunda-feira, a Rússia aceitou retirar suas forças de partes não disputadas do território georgiano. A presença dos russos nessas áreas seria ilegal, dizem governos do Ocidente. A Rússia, no entanto, manterá 7.600 soldados dentro da Ossétia do Sul e da Abkházia, uma outra região separatista.

Um repórter da Reuters Television viu soldados retirando blocos de concreto e desmontando postos de madeira em uma zona de segurança criada pela Rússia no entorno da Abkházia. A manobra parece ser a primeira fase de uma retirada russa, segundo prevê um acordo mediado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

O prefeito da cidade de Poti, um porto do mar Negro fundamental para a economia georgiana, disse que veículos blindados haviam sido retirados de dois postos de controle.

“Eles estão desmantelando os postos”, afirmou o prefeito Vano Saginadze à Reuters.

Até agora, governos do Ocidente evitaram adotar sanções contra a Rússia, em parte porque muitos deles dependem dos combustíveis russos.

A próxima fase da retirada russa --uma retirada total para dentro da Ossétia do Sul e da Abkházia-- começará quando uma força internacional formada por monitores do cessar-fogo, entre os quais um contingente de 200 membros vindo da União Européia (UE), for estacionada ali.

No entanto, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse não reconhecer a validade de um documento assinado por Sarkozy em Tbilisi, na segunda-feira, afirmando que a UE “está pronta para colocar monitores em todo o território georgiano.”

Segundo Lavrov, isso contrariava o acordo assinado por Sarkozy e pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, poucas horas antes, em Moscou. Esse documento deixaria claro que os monitores da UE atuariam apenas fora da Ossétia do Sul e da Abkházia.

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