20 de Agosto de 2008 / às 17:07 / em 9 anos

RIM aposta em Blackberry 3G para fazer frente ao iPhone

Por Taís Fuoco

<p>BlackBerry &eacute; usado em Los Angeles no dia 03 de mar&ccedil;o de 20006. A canadense Reserach in Motion (RIM), que fabrica o aparelho, aposta na vers&atilde;o de terceira gera&ccedil;&atilde;o (3G) do Blackberry para fazer frente ao iPhone da Apple e a outros modelos de celular voltados para os usu&aacute;rios profissionais no Brasil. Photo by Mario Anzuoni</p>

SÃO PAULO (Reuters) - A canadense Research in Motion (RIM) aposta na versão de terceira geração (3G) do Blackberry para fazer frente ao iPhone da Apple e a outros modelos de celular voltados para os usuários profissionais no Brasil.

A companhia, que criou subsidiária no Brasil no ano passado, apresentou nesta quarta-feira à imprensa brasileira o modelo Blackberry Bold, cujo lançamento é mundial, e que chega às revendas das operadoras locais até o final deste mês.

A Apple também pretende dar enfoque profissional ao iPhone 3G, mas o modelo, homologado pela Anatel na semana passada, ainda não tem data para começar a ser vendido no Brasil.

A RIM, criada em 1984, não vende os modelos Blackberry diretamente ao cliente, mas somente por convênios com as operadoras.

“De certa forma, é algo que agora está sendo tentado por outros competidores”, citou Moacyr Queirolo, gerente de relacionamento com operadoras da RIM, em uma referência ao modelo de negócios da Apple.

Dessa forma, os dois celulares utilizam o modelo do compartilhamento de receita com as operadoras, em pagamentos mensais.

No Brasil, a RIM já tem acordos com as operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo, enquanto o iPhone da Apple já tem contratos acertados com a América Móvil, dona da Claro, e com a Telefónica, que controla 50 por cento da Vivo.

Queirolo afirmou aos jornalistas que “a competição é sempre muito bem-vinda” e que “qualquer competidor que chame a atenção para a mobilidade para nós é excelente”.

Como não vende diretamente, a RIM também não estabelece preço final para os modelos, deixando-os a cargo das operadoras. O modelo Bold, lançado nesta quarta, além de ser o primeiro da marca que trafega em uma rede de terceira geração, o que lhe garante maior velocidade de conexão, teve o design modificado e a resolução da tela melhorada. Ele não tem, no entanto, tela sensível ao toque, como o iPhone. De acordo com Queirolo, “o teclado tátil foi decidido a partir de solicitações do próprio mercado.” Ele salientou, entretanto, que a RIM “não é intocável, nossa preocupação é sempre escutar o mercado”.

FABRICAÇÃO LOCAL EM ESTUDO

O executivo informou que a RIM “estuda a fabricação local dos Balckberrys desde o ano passado”, quando montou a subsidiária, mas até o momento não tem uma decisão tomada. Ele disse não poder revelar qual a base de usuários do aparelho no país, onde ele é vendido desde 2006. Mundialmente, a RIM fechou o mês de maio com 16 milhões de usuários, número que um ano antes era de 9 milhões. “Desse total, 30 por cento já estão fora da América do Norte”, afirmou Queirolo.

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO, 20 de agosto (Reuters) - A canadense Research in Motion (RIM) aposta na versão de terceira geração (3G) do Blackberry para fazer frente ao iPhone da Apple e a outros modelos de celular voltados para os usuários profissionais no Brasil.

A companhia, que criou subsidiária no Brasil no ano passado, apresentou nesta quarta-feira à imprensa brasileira o modelo Blackberry Bold, cujo lançamento é mundial, e que chega às revendas das operadoras locais até o final deste mês.

A Apple também pretende dar enfoque profissional ao iPhone 3G, mas o modelo, homologado pela Anatel na semana passada, ainda não tem data para começar a ser vendido no Brasil.

A RIM, criada em 1984, não vende os modelos Blackberry diretamente ao cliente, mas somente por convênios com as operadoras.

“De certa forma, é algo que agora está sendo tentado por outros competidores”, citou Moacyr Queirolo, gerente de relacionamento com operadoras da RIM, em uma referência ao modelo de negócios da Apple.

Dessa forma, os dois celulares utilizam o modelo do compartilhamento de receita com as operadoras, em pagamentos mensais.

No Brasil, a RIM já tem acordos com as operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo, enquanto o iPhone da Apple já tem contratos acertados com a América Móvil, dona da Claro, e com a Telefónica, que controla 50 por cento da Vivo.

Queirolo afirmou aos jornalistas que “a competição é sempre muito bem-vinda” e que “qualquer competidor que chame a atenção para a mobilidade para nós é excelente”.

Como não vende diretamente, a RIM também não estabelece preço final para os modelos, deixando-os a cargo das operadoras.

O modelo Bold, lançado nesta quarta, além de ser o primeiro da marca que trafega em uma rede de terceira geração, o que lhe garante maior velocidade de conexão, teve o design modificado e a resolulção da tela melhorada.

Ele nao tem, no entanto, tela sensível ao toque, como o iPhone. De acordo com Queirolo, “o teclado tátil foi decidido a partir de solicitações do próprio mercado.” Ele salientou, entretanto, que a RIM “não é intocável, nossa preocupação é sempre escutar o mercado”.

FABRICAÇÃO LOCAL EM ESTUDO

O executivo informou que a RIM “estuda a fabricação local dos Balckberrys desde o ano passado”, quando montou a subsidiária, mas até o momento não tem uma decisão tomada.

Ele disse não poder revelar qual a base de usários do aparelho no país, onde ele é vendido desde 2006. Mundialmente, a RIM fechou o mês de maio com 16 milhões de usuários, número que um ano antes era de 9 milhões. “Desse total, 30 por cento já estão fora da América do Norte”, afirmou Queirolo.

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