1 de Setembro de 2008 / às 13:51 / 9 anos atrás

Furacão Gustav perde força ao se aproximar da Louisiana

<p>Onda se choca no canal industrial e Nova Orleans, dai 1o de setembro. O furac&atilde;o Gustav provocava fortes ventos e chuvas em Nova Orleans no in&iacute;cio da segunda-feira, mas perdia parte de sua for&ccedil;a e deve se mover para o oeste, poupando a cidade de sofrer o impacto total da tormenta. Photo by Dave Martin</p>

Por Tim Gaynor e Matthew Bigg

NOVA ORLEANS (Reuters) - O furacão Gustav provocava fortes ventos e chuvas em Nova Orleans no início da segunda-feira, mas perdia parte de sua força e deve se mover para o oeste, poupando a cidade de sofrer o impacto total da tormenta.

O Gustav perdeu força e transformou-se num furacão de categoria 2 antes de chegar à terra, embora ele já esteja provocando chuvas torrenciais no litoral da Louisiana e ventos de furacão.

A produção de gás e petróleo parou quase completamente no Golfo do México. Habitualmente, de lá saem um quarto da produção de petróleo e 15 por cento da produção de gás natural dos EUA.

Quase 2 milhões de pessoas deixaram o litoral da Louisiana em uma das operações de retirada da história dos Estados Unidos, e somente 10 mil teriam ficado em Nova Orleans. Mais de 11 milhões de moradores de cinco Estados norte-americanos são ameaçados pelo Gustav.

Meteorologistas norte-americanos disseram que o Gustav tinha ventos de cerca de 175 quilômetros por hora, o que faz dele um furacão de Categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

Às 10h (horário de Brasília), o Gustav estava a 32 km a sudoeste de Port Fourchon, um centro-chave de suporte logístico para plataformas petrolíferas, e a cerca de 125 km a sudoeste de Nova Orleans.

O Gustav também interfere na política. O Partido Republicano, que abre na segunda-feira a convenção que formalizará a candidatura de John McCain a presidente, substituiu a habitual pompa desses eventos por uma pauta mais enxuta.

Na noite de domingo, as ruas de Nova Orleans já estavam abandonadas, pois cerca de 95 por cento da população havia atendido aos desesperados apelos das autoridades para que fugissem.

Estima-se que 1,9 milhão de pessoas tenham abandonado as áreas costeiras. A polícia e a Guarda Nacional patrulham a cidade-fantasma, e um toque de recolher está em vigor para impedir saques.

O Katrina provocou uma onda de 8,5 metros, que destruiu partes das barragens em 29 de agosto de 2005, inundando toda a cidade e deixando alguns moradores ilhados durante dias em seus telhados, enquanto em outros pontos da cidade havia uma onda de saques.

Gustav deve levar até 305 milímetros de chuva a Louisiana, Mississippi, Arkansas e Texas, além de desencadear tornados isolados, segundo meteorologistas.

Reportagem adicional de Tom Brown em Miami e Bruce Nichols, Chris Baltimore e Erwin Seba em Houston

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