March 24, 2008 / 12:00 PM / 10 years ago

EUA perdem mais 4 soldados; baixas no Iraque chegam a 4.000

Por Ross Colvin

BAGDÁ (Reuters) - Chegou no domingo a 4.000 o número de militares norte-americanos já mortos na guerra do Iraque, que começou há pouco mais de cinco anos e que, segundo o presidente George W. Bush, os EUA estão a caminho de vencer.

Quatro soldados dos EUA morreram no domingo no sul do Iraque por causa de uma bomba deixada num acostamento —principal causa de mortes militares no conflito. Um quinto soldado ficou ferido.

No mesmo dia, a “Zona Verde”, vigiadíssima área de Bagdá ocupada por prédios públicos, foi atingida por vários foguetes e morteiros, parte de uma onda de violência na capital e em outros lugares, que ocorre desde janeiro. Dezenas de pessoas morreram nos incidentes de domingo. Washington afirma, porém, que desde junho em geral a violência caiu 60 por cento.

Será difícil avaliar o impacto de curto prazo da 4.000a baixa militar sobre a opinião pública e a campanha eleitoral dos EUA, mas críticos da guerra devem aproveitar o marco para insistir na retirada das tropas.

“Lamenta-se cada baixa, cada perda”, disse o vice-presidente Dick Cheney em visita a Jerusalém. “Isso pode ter um efeito psicológico sobre o público, mas é uma tragédia que vivamos num tipo de mundo onde isso aconteça.”

O contra-almirante Greg Smith, porta-voz militar dos EUA, minimizou na segunda-feira a importância da morte número 4.000. “Nenhuma baixa é mais ou menos significativa que outra, cada soldado, marine, aviador e marinheiro é igualmente precioso, e sua perda é igualmente trágica.”

O respeitado analista Anthony Cordesman, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, disse que o número redondo de vítimas deve polarizar o debate.

“Os que se opõem à guerra verão nisso mais uma razão para encerrá-la. Os que a apóiam vão citar o progresso militar e dizer que as futuras baixas serão muito menores”, disse ele.

Embora os norte-americanos estejam mais preocupados com os problemas econômicos domésticos, a guerra do Iraque continua sendo uma questão importante na campanha presidencial. Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton propõem um cronograma para a retirada das tropas.

Reportagem adicional de Randy Fabi

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