29 de Dezembro de 2007 / às 14:45 / 10 anos atrás

China promete democracia total para Hong Kong em 2017

Por James Pomfret

<p>Membros de partidos democr&aacute;ticos protestam em frente a Conselho Legislativo de Hong Kong, 29 de dezembro. A China descartou total democracia para Hong Kong em 2012, no s&aacute;bado, mas afirmou que a popula&ccedil;&atilde;o talvez escolha seu l&iacute;der com sufr&aacute;gio universal em Photo by Victor Fraile</p>

HONG KONG (Reuters) - A China descartou total democracia para Hong Kong em 2012, no sábado, ignorando a opinião da maioria na ex-colônia britânica, mas afirmou que a população talvez escolha seu líder com sufrágio universal na próxima oportunidade em 2017.

A democracia total para a formação do legislativo de Hong Kong ocorreria em seguida em 2020, disse o comitê do parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo (CNP).

Qiao Xiaoyang, uma autoridade do CNP, disse ter optado por um atraso até 2017 para preservar a estabilidade de Hong Kong baseado no princípio de “progresso gradual e ordenado”.

“Este é o arranjo mais ativo e progressivo que podemos ter”, ele disse em Hong Kong.

O executivo-chefe Donald Tsang, acolheu a decisão e pediu ao povo para esquecer as diferenças e trabalhar juntos para acertar os detalhes.

“Nós precisamos valorizar esta oportunidade difícil de obter”, disse Tsang a repórteres. “Eu sinceramente peço a todos para abandonarem as diferenças e se direcionarem à reconciliação e ao consenso.”

No entanto, uma organização pró-democracia da cidade, um bloco de votos vital no conselho legislativo, estava desapontada com o que classificou de mais um atraso. Seus membros realizaram um protesto que reuniu centenas de pessoas do lado de fora do histórico prédio legislativo.

A decisão de descartar 2012 é o segundo veto do CNP a uma possível data para o sufrágio universal após uma decisão de 2004, que eliminou as esperanças de eleições em 2007.

Democratas pedem uma agenda para a democracia, mas Audrey Eu, do Partido Cívico, disse que a promessa para considerar total democracia em 2017 não é a promessa de permiti-la.

“È uma inesperada decisão desapontadora”, disse ela.

“Muita gente se concentra na referência de 2017 e acredita haver esperanças, mas dizer que você poderá ter sufrágio universal neste ano não significa que vai acontecer... não há garantias de que não será vetado novamente.”

Reportagem de James Pomfret em Hong Kong e Benjamin Kang Lim em Pequim

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