11 de Dezembro de 2007 / às 20:29 / em 10 anos

Senado se une em torno de Garibaldi, mas CPMF mantém cisão

Por Renata de Freitas

BRASÍLIA (Reuters) - O mesmo Senado que demonstra unidade em torno do nome do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) para presidir a Casa, se mantém irredutivelmente dividido quando o assunto é a CPMF.

Pela programação do Senado, os dois temas serão definidos na quarta-feira --e nos corredores do Congresso a avaliação é de que os recentes esforços do governo para reverter o placar ainda não mostraram resultado favorável para a prorrogação do tributo que representa arrecadação de cerca de 40 bilhões de reais ao ano.

A votação em primeiro turno da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a CPMF até 2011 está programada para a tarde de quarta-feira, já sob a presidência de Garibaldi. O senador foi escolhido por 13 votos a 6 nesta manhã como o candidato do PMDB, partido que tem a maior bancada do Senado.

O Democratas (DEM) já deu apoio ao peemedebista, e o PSDB propôs a Garibaldi que subscreva uma carta de compromisso para assegurar os votos tucanos. No documento, o PSDB pede a moralização do Senado, a transparência administrativa interna, um critério matemático para o rodízio de relatorias e a independência em relação ao Planalto.

Segundo o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), Garibaldi concorda com essas teses. “Esperamos que seja um presidente independente”, comentou Agripino.

Mas quando o assunto é a CPMF, pouca coisa avança no Congresso. O DEM insiste que o governo está quatro votos aquém dos 49 necessários para a aprovação da PEC.

“Pelas minhas contas, o governo não tem mais que 45 votos. Se tiver. Nós temos 35, e serão os mesmos amanhã e depois de amanhã”, disse Agripino.

Ele comentou que a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em procurar o governador do Distrito Federal, o democrata José Roberto Arruda, para tentar reverter votos do partido no Senado foi um insucesso. “Ele foi lá, argumentou e não conseguiu”, afirmou Agripino.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, anunciou que pretende discutir a proposta da CPMF na sessão desta terça-feira e dar encaminhamento para que a votação aconteça na quarta-feira. Ele pediu que os senadores da base aliada estejam mobilizados para a votação, assim que o governo tenha a certeza dos 49 votos necessários.

“Votamos amanhã, para ganhar ou para perder”, disse Jucá.

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), confirma que colocará a matéria em pauta nesta tarde. Para que a votação possa ocorrer, o Senado precisa de quórum de 41 senadores.

O prazo de negociação está apertado porque a PEC, se passar em primeiro turno, ainda tem que ser levada a votação em segundo turno, antes do recesso parlamentar. Se não for aprovada, a CPMF termina em 31 de dezembro.

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