8 de Outubro de 2008 / às 18:22 / 9 anos atrás

Oposição apóia MP que permite socorro a bancos, com restrições

BRASÍLIA, 8 de outubro (Reuters) - A oposição anunciou na quarta-feira que apóia a Medida Provisória (MP) 442, que autoriza o Banco Central (BC) a comprar carteiras de crédito de bancos no país por operações de redesconto, mas pretende criar dificuldades ao uso desses recursos para garantir a solvência de instituições financeiras.

Na segunda-feira, o governo anunciou a edição da MP, que oficialmente tem o objetivo de garantir a liquidez do sistema financeiro nacional. Deputados da oposição foram nesta quarta-feira conversar com o presidente do BC, Henrique Meirelles, sobre a crise financeira global e as ações do governo.

“A MP é uma medida positiva e queremos ajudar o governo a aprová-la, mas eventualmente vamos apresentar medidas para punir banqueiros que não garantam a solvência dos bancos”, disse à Reuters o líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), que participou da reunião.

Segundo o parlamentar, Meirelles reiterou no encontro que os bancos nacionais têm “boas” carteiras de crédito e não terão problemas de solvência, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos.

Coruja afirmou ainda que a oposição pretende apresentar emendas para alterar o texto da medida provisória, caso a crise financeira global recrudesça enquanto a proposta esteja sendo discutida.

“Se a crise ganhar outros contornos, podemos apresentar emendas para ajudar a aprimorar a MP”, acrescentou o deputado.

A base aliada ao Executivo aceita discutir o texto da MP. “Se quiserem aperfeiçoar o texto, estamos abertos”, disse à Reuters o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).

FUNDO SOBERANO

A oposição cobra, entretanto, que o governo retire a urgência do projeto de lei que cria o fundo soberano. A proposta elevaria o superávit primário de 3,8 por cento para 4,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Se você está desempregado e com dívidas, vai fazer poupança? Isso é um pouco de exagero e não nos parece adequado”, ironizou Coruja, antes de ressaltar que aceitaria discutir sem pressa a criação do fundo.

Mas, por enquanto o governo descarta retirar a urgência do projeto. “Nem pensar. A oposição não mostrou até agora por que acha que o fundo é ruim”, contestou Fontana.

Reportagem de Fernando Exman; Edição de Mair Pena Neto

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