14 de Fevereiro de 2008 / às 21:12 / em 10 anos

Hillary diz que falta substância a Obama

Por Caren Bohan

LORDSTOWN, Estados Unidos, 14 de fevereiro (Reuters) - Tentando se recuperar das últimas derrotas, a pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton acusou na quinta-feira seu adversário Barack Obama de não ter substância nem experiência para o cargo.

Pelo lado republicano, o ex-candidato Mitt Romney marcou uma cerimônia em Boston na qual vai manifestar apoio ao favorito John McCain, na esperança de que isso unifique o partido em torno da candidatura McCain.

Agitando um par de luvas de boxe azuis que recebeu numa fábrica da GM, Hillary disse ser uma lutadora, ao contrário de Obama, que segundo ela faz belos discursos, mas não propõe soluções.

“Essa é a diferença entre mim e meu oponente. Meu oponente faz discursos. Eu ofereço soluções. Uma coisa é deixar as pessoas empolgadas. Eu quero lhes dar poder”, disse a senadora, que há poucos meses era vista como favorita absoluta entre os democratas, e agora depende de vitórias no Ohio e no Texas, em 4 de março, e na Pensilvânia, em 22 de abril.

Ela tenta aproveitar um ponto fraco apontado por alguns estrategistas democratas, a tendência de Obama em fazer discursos empolgantes, mas com poucos detalhes específicos sobre suas propostas de governo.

“Ao longo dos anos, vocês ouviram um monte de promessas de um monte de gente em um monte de discursos. E alguns desses discursos provavelmente eram muito bons. Mas discursos não colocam comida na mesa. Discursos não enchem o tanque, nem compram remédios, nem fazem nada com aquela pilha de contas que tiram o sono de vocês à noite”, disse Hillary.

Na quarta-feira, Hillary fez novas mudanças na cúpula da sua campanha para tentar reanimar sua candidatura, abalada pelas oito vitórias consecutivas de Obama nas prévias estaduais dos últimos dias.

Uma nova pesquisa mostrou que Hillary continua à frente nos Estados de Ohio e Pensilvânia, que elegem muitos delegados para a convenção nacional democrata.

Segundo o levantamento da Universidade Quinnipiac, ela supera Obama por 55 a 34 por cento entre os prováveis eleitores democratas de Ohio, e por 52 a 36 por cento na Pensilvânia.

Entre os republicanos, a manifestação de Romney representa uma reconciliação com McCain. Os dois travaram uma acirrada disputa no início da corrida pela indicação republicana, e Romney vinha questionando as credenciais conservadoras do senador. De fato, a grande preocupação de McCain a esta altura é unificar a base conservadora do partido governista em torno de sua candidatura.

Romney desistiu da candidatura na semana passada, após sofrer várias derrotas. Ele alegou que seria melhor unificar o partido e prepará-lo para enfrentar os democratas na eleição geral de 4 de novembro.

Fazendo campanha em Vermont e Rhode Island, McCain acusou Obama de apoiar um plano econômico que exigiria aumento de impostos.

Obama havia apresentado na quarta-feira um plano econômico que geraria 5 milhões de empregos no setor de energia “limpa” e criaria um banco de desenvolvimento para gastar 60 bilhões de dólares ao longo de uma década na recuperação de estradas, pontes e canais.

O senador democrata disse que seria possível pagar por isso acabando com a guerra do Iraque e aumentando os impostos sobre grandes empresas e cidadãos muito ricos.

“É um gasto muito grande de dólares dos impostos, e já ouvimos essa citação antes --‘taxando os ricos’”, disse McCain.

Reportagem adicional de Andy Sullivan e Jason Szep

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