6 de Março de 2008 / às 21:34 / em 10 anos

Palestino mata 8 em escola judaica de Jerusalém

Por Alastair Macdonald

JERUSALÉM (Reuters) - Um militante palestino abriu fogo na quinta-feira em uma escola judaica de Jerusalém, matando pelo menos oito pessoas e ferindo outras dez, segundo os serviços de emergência. Foi o pior ataque em Israel dos últimos dois anos.

“Era um abatedouro”, disse Yehuda Meshi-Zahav, diretor da Zaka (serviço judaico de ambulâncias), depois de visitar o seminário Merkaz Harav, um dos principais centros de ensino judaico da cidade.

O chefe de polícia de Jerusalém, Aharon Franco, disse que um atirador solitário entrou com uma arma automática escondida numa caixa de papelão, realizou o massacre e foi abatido por um oficial do Exército israelense que vive perto dali e correu até a escola ao ouvir os disparos. Antes, a polícia noticiou a presença de dois militantes palestinos.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, que foi comemorado na Faixa de Gaza, onde uma recente incursão militar de Israel matou mais de 120 palestinos, sendo cerca de 60 civis.

Um porta-voz da chancelaria israelense disse que “terroristas estão tentando destruir as chances de paz, mas certamente vamos continuar as negociações de paz”.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou o ataque de Jerusalém.

Testemunhas disseram que o atirador invadiu o seminário, que estava muito movimentado, e abriu fogo com uma arma automática na biblioteca. Segundo a polícia, a maior parte dos mortos tinha entre 20 e 30 anos.

Foi o pior atentado em Israel desde o de 17 de abril de 2006, quando um homem-bomba matou 11 pessoas e feriu 60 durante o feriado do Pessach (Páscoa judaica) em Tel Aviv.

Yitzhad Dadon, que disse a jornalistas ter alvejado o agressor, disse que o militante usava um jeans surrado e disparou contra estudantes com um rifle Kalashnikov.

“Vi o atirador e ele disparou uma longa rajada. Mas aí ele desapareceu. Tornei a vê-lo quando se aproximou da porta da biblioteca. Eu atirei duas vezes na cabeça dele. Ele começou a cambalear, e outra pessoa com um rifle o acertou”, contou.

Cerca de 50 ambulâncias foram ao local, e a polícia precisou conter pais desesperados por notícias de crianças que participavam de uma sessão de estudos alusiva ao adar, o mês mais festivo do calendário judaico.

Em frente à escola, a multidão gritava “morte aos árabes”.

Já na Faixa de Gaza, homens armados faziam disparos para o céu em comemoração ao ataque, três dias depois do fim da ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza. “Esta é a vingança de Deus”, dizia um alto-falante na Cidade de Gaza.

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