19 de Junho de 2008 / às 12:13 / 9 anos atrás

Diques do rio Mississippi estão no limite; Bush visitar região

<p>An aerial photograph shows flooded grain terminal near Burlington, Iowa, June 18, 2008. The swollen Mississippi River ran over the top of at least 12 more levees on Wednesday, as floodwaters swallowed up more U.S. farmland, adding to billion-dollar losses and feeding global food inflation fears. Photo by Ron Mayland</p>

Por Nick Carey

QUINCY, Estados Unidos (Reuters) - Voluntários e membros de equipes de emergência reforçavam os diques do rio Mississippi, na quinta-feira, a fim de evitar a repetição de enchentes que já provocaram bilhões de dólares em prejuízos e fizeram aumentar os temores sobre a inflação mundial dos alimentos.

Quase 25 diques desse rio, uma hidrovia importante dos EUA, já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenas cidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dos grãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haver falta desses produtos.

Jeff Steinkamp, engenheiro-chefe para a cidade de Quincy (Illinois), onde o Mississippi deve atingir um pico de 9,8 metros na sexta-feira, disse que os vários dias de colocação de sacos de areia haviam, até agora, se justificado.

"Os diques estão aguentando até agora. Por enquanto, tudo vai bem", afirmou.

O desastre em marcha lenta, as piores enchentes a atingir o Meio-Oeste dos EUA em 15 anos, alagou grandes áreas do cinturão agrícola norte-americano e obrigou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem suas casas.

O custo do desastre pode acabar superando o das enchentes ocorridas na mesma região em 1993 e que deixaram mais de 20 bilhões de dólares em prejuízos e 48 mortes. Os alagamentos deste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se sabe exatamente o montante dos danos.

Aumentam as pressões políticas para que a área receba ajuda.

O presidente do país, George W. Bush, viajará para Iowa na quinta-feira a fim de avaliar a situação em Cedar Rapids e em Iowa City. Ali, Bush deve também se reunir com membros de equipes de emergência e autoridades estaduais e municipais.

O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, também deve visitar o Estado a fim de inspecionar os danos e a resposta das equipes de emergência.

O adversário dele na eleição presidencial de novembro, o democrata Barack Obama (que é senador pelo Illinois), esteve em Quincy no começo desta semana.

Rio acima, em Dallas City, cerca de 50 membros de uma equipe de colocadores de sacos de areia formada por voluntários e soldados da Guarda Nacional trabalharam durante a noite de quarta-feira.

"As coisas melhoraram um pouco porque o rompimento de diques fez baixar um pouco o nível do rio. Mas ele está subindo de novo. A coisa ainda não acabou", afirmou Kathy Dougherty, da Agência de Serviços de Emergência do condado de Hancock.

Os Corpos de Engenheiros do Exército, que administram as barragens dos rios norte-americanos, afirmaram que 22 diques existentes no Mississippi haviam cedido à força das águas nesta semana, incluindo 12 na quarta-feira.

Segundo os engenheiros militares, 48 diques que protegem terras aráveis existentes entre Dubuque (Iowa) e St. Louis (Missouri) estavam deixando vazar água e corriam grandes riscos.

A previsão de encolhimento da safra deixou nervosos os mercados de commodities e os produtores e exportadores de alimentos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) viu o preço do milho atingir um recorde de 8,07 dólares o bushel. Durante 40 anos, o milho foi vendido na CBOT dentro de uma margem de 2 a 4 dólares o bushel.

Por Nick Carey

QUINCY, Estados Unidos, 19 de junho (Reuters) - Voluntários e membros de equipes de emergência reforçavam os diques do rio Mississippi, na quinta-feira, a fim de evitar a repetição de enchentes que já provocaram bilhões de dólares em prejuízos e fizeram aumentar os temores sobre a inflação mundial dos alimentos.

Quase 25 diques desse rio, uma hidrovia importante dos EUA, já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenas cidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dos grãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haver falta desses produtos.

Jeff Steinkamp, engenheiro-chefe para a cidade de Quincy (Illinois), onde o Mississippi deve atingir um pico de 9,8 metros na sexta-feira, disse que os vários dias de colocação de sacos de areia haviam, até agora, se justificado.

"Os diques estão aguentando até agora. Por enquanto, tudo vai bem", afirmou.

O desastre em marcha lenta, as piores enchentes a atingir o Meio-Oeste dos EUA em 15 anos, alagou grandes áreas do cinturão agrícola norte-americano e obrigou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem suas casas.

O custo do desastre pode acabar superando o das enchentes ocorridas na mesma região em 1993 e que deixaram mais de 20 bilhões de dólares em prejuízos e 48 mortes. Os alagamentos deste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se sabe exatamente o montante dos danos.

Aumentam as pressões políticas para que a área receba ajuda.

O presidente do país, George W. Bush, viajará para Iowa na quinta-feira a fim de avaliar a situação em Cedar Rapids e em Iowa City. Ali, Bush deve também se reunir com membros de equipes de emergência e autoridades estaduais e municipais.

O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, também deve visitar o Estado a fim de inspecionar os danos e a resposta das equipes de emergência.

O adversário dele na eleição presidencial de novembro, o democrata Barack Obama (que é senador pelo Illinois), esteve em Quincy no começo desta semana.

Rio acima, em Dallas City, cerca de 50 membros de uma equipe de colocadores de sacos de areia formada por voluntários e soldados da Guarda Nacional trabalharam durante a noite de quarta-feira.

"As coisas melhoraram um pouco porque o rompimento de diques fez baixar um pouco o nível do rio. Mas ele está subindo de novo. A coisa ainda não acabou", afirmou Kathy Dougherty, da Agência de Serviços de Emergência do condado de Hancock.

Os Corpos de Engenheiros do Exército, que administram as barragens dos rios norte-americanos, afirmaram que 22 diques existentes no Mississippi haviam cedido à força das águas nesta semana, incluindo 12 na quarta-feira.

Segundo os engenheiros militares, 48 diques que protegem terras aráveis existentes entre Dubuque (Iowa) e St. Louis (Missouri) estavam deixando vazar água e corriam grandes riscos.

A previsão de encolhimento da safra deixou nervosos os mercados de commodities e os produtores e exportadores de alimentos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) viu o preço do milho atingir um recorde de 8,07 dólares o bushel. Durante 40 anos, o milho foi vendido na CBOT dentro de uma margem de 2 a 4 dólares o bushel.

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