26 de Agosto de 2008 / às 23:57 / 9 anos atrás

Sequestradores desviam avião sudanês para a Líbia

Por Salah Sarrar

TRÍPOLI (Reuters) - Um avião de passageiros sudanês sequestrado na terça-feira depois de decolar da região de Darfur pousou na Líbia, segundo autoridades sudanesas e líbias.

De acordo com a Autoridade de Aviação Civil da Líbia, há 95 passageiros a bordo do Boeing 737/200, que posou em Kufah, cidade-oásis no sudeste da Líbia, segundo a agência estatal de notícias Jana. A empresa Sunair, dona do avião, diz que são 77 passageiros e 5 tripulantes.

As informações também são conflitantes sobre a identidade dos sequestradores. A agência egípcia Mena disse que foram quatro homens.

Já a TV Al Jazeera disse que são dez, todos seguidores de uma dissidência do Movimento de Libertação do Sudão, um dos grupos rebeldes originalmente envolvidos na guerra civil de Darfur. Essa facção, liderada por Abdel Wahed Mohammed Al Nur, se recusou a assinar um acordo de paz com o governo em 2006.

No entanto, um porta-voz da facção de Abdel Wahed imediatamente rejeitou a acusação. “Não participamos em nada desse sequestro. Ele é completamente contra nossas metas, valores e objetivos. Condenamos esse seqüestro a uma só voz”, disse Yahya Al Bashir, por telefone, da Grã-Bretanha.

De acordo com a Jana, a Líbia autorizou o pouso porque o piloto comunicou que o avião estava ficando sem combustível.

A bordo havia três dirigentes de um grupo rebelde que assinara o acordo com o governo sudanês, e também alguns membros do governo regional, segundo autoridades.

O sequestro começou cerca de meia hora depois da decolagem em Darfur do Sul com destino a Cartum. Abdel Hafiz Abdel Rahim, porta-voz da Autoridade de Aviação Civil do Sudão, disse que inicialmente um sequestrador exigiu ser levado para o Cairo. Mas autoridades egípcias negaram autorização para o pouso, e o avião se dirigiu à Líbia, segundo a Al Jazeera.

Os rebeldes de Darfur, aos quais se opõem milícias árabes patrocinadas pelo governo, estão divididos em dezenas de facções. Em mais de cinco anos, o conflito já matou mais de 200 mil pessoas e expulsou 2,5 milhões de suas casas, segundo especialistas internacionais.

Uma fonte próxima às autoridades sudanesas de aviação disse que houve confusão na hora do embarque em Nyala porque assessores de Minni Arcua Minnawi, dirigente do Movimento de Libertação do Sudão, teriam tentado entrar armados no avião. O MLS confirmou a presença de seus dirigentes a bordo.

Reportagem de Jonathan Wright, Andrew Heavens e Lamine Ghanmi

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