15 de Janeiro de 2008 / às 22:40 / em 10 anos

ANÁLISE-Economia dos EUA pode ser capaz de resistir à recessão

Por Joanne Morrison

WASHINGTON (Reuters) - As perspectivas econômicas para os EUA podem parecer sombrias em Wall Street, mas nas demais ruas do país as empresas estão com dinheiro na mão, os consumidores têm empregos com renda regular e o combalido mercado habitacional dá sinais de estabilização.

Uma onda de dados ruins levou muitos analistas a concluírem que os EUA rumam para uma recessão, opinião particularmente acatada pelo setor financeiro de Wall Street, muito afetado no ano passado pela crise do crédito imobiliário.

Mas alguns economistas dizem que a economia mais rica do planeta pode ter pontos fortes suficientes para evitar uma recessão.

Em dezembro, as contratações quase pararam, elevando o desemprego ao seu maior nível em mais de dois anos. Ao mesmo tempo, um importante índice industrial caiu abaixo do nível de 50, indicando retração.

Em seguida veio a notícia do inesperado declínio do varejo durante dezembro, o que fez de 2007 o pior ano em termos de gastos da população em meia década.

Mas, fora do setor financeiro, a maioria das empresas não está demitindo nem tem estoques imensos encalhados, e os lucros se mantêm regulares.

“Não acho que haja precondições para uma recessão”, disse Ken Mayland, da ClearView Economics, da região de Cleveland.

Mayland lembrou que os estoques estão em níveis baixos em relação às vendas, e que os pedidos de auxílio-desemprego não indicam recessão.

Embora tenha havido um aumento desse indicador nos últimos meses, eles não se aproximam ainda dos 400 mil pedidos por semana, o que segundo especialistas sinaliza recessão.

O ano de 2007 também teve o menor número de cortes de empregos anunciados em sete anos, segundo a Challenger Gray & Christmas, que acompanha anúncios de demissões coletivas em empresas.

“A retração do setor de moradias não se traduziu em cortes disseminados de empregos fora do setor financeiro”, disse John Challenger, que dirige a empresa em Chicago.

Além disso, a renda continua subindo.

Em novembro, o aumento foi de 6,6 por cento em comparação ao ano anterior. A renda salarial (um indicador mais estrito) teve aumento de 5,9 por cento, embora a maior parte do ganho tenha sido comida pela inflação, de 3,6 por cento.

E o mercado habitacional, que ceifou cerca de 1 ponto percentual da taxa de crescimento anual dos EUA em cada um dos últimos cinco trimestres, pode se estabilizar em breve.

O índice de vendas pendentes de moradias da Associação Nacional de Corretores, que serve de base para os economistas avaliarem as condições futuras do setor, flutuou muito pouco nos últimos meses.

“Se houver algum novo declínio agora, provavelmente será muito marginal”, previu Lawrence Yun, economista-chefe da associação.

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