7 de Novembro de 2007 / às 22:15 / em 10 anos

Bush e Sarkozy encontram posição comum contra o Irã

Por Tabassum Zakaria

<p>Os presidentes da Fran&ccedil;a e dos Estados Unidos decidiram na quarta-feira manter a press&atilde;o contra o programa nuclear do Ir&atilde;, em um sinal de reaproxima&ccedil;&atilde;o dos dois pa&iacute;ses. Foto de George W. Bush (direita) com o presidente franc&ecirc;s Nicolas Sarkozy nos EUA, 7 de novembro. Photo by Kevin Lamarque</p>

MOUNT VERNON, Estados Unidos (Reuters) - Os presidentes da França e dos Estados Unidos decidiram na quarta-feira manter a pressão contra o programa nuclear do Irã, em um sinal de reaproximação dos dois países.

“A idéia de o Irã ter uma arma nuclear é perigosa”, disse Bush, ombro a ombro com Sarkozy, na entrevista coletiva em Mount Vernon, propriedade histórica de George Washington, primeiro presidente dos EUA.

Sarkozy, que adota contra o Irã uma postura mais dura que seu antecessor, Jacques Chirac, concordou que seria “inaceitável” que Teerã possuísse armas nucleares. Ele afirmou que há “uma necessidade de endurecer as sanções” contra o país.

Tentando promover uma terceira rodada de sanções da ONU, Bush vem endurecendo sua retórica contra Teerã, e no mês passado declarou que pode haver uma Terceira Guerra Mundial caso a República Islâmica adquira armas nucleares. O Irã insiste que seu programa nuclear se destina exclusivamente à geração de eletricidade com fins civis.

Depois de um período de distanciamento por causa da guerra do Iraque e da aparentemente antipatia entre Bush e Chirac, Sarkozy fez no Congresso dos EUA um discurso cheio de elogios aos valores norte-americanos e de demonstrações de apreço por Bush.

“A América pode contar com a França em sua batalha contra o terror”, disse Sarkozy, prometendo apoio no combate à proliferação nuclear no Irã e ao terrorismo no Afeganistão.

Bush também se mostra interessado em melhorar as relações com Paris após a aposentadoria de Chirac. Quando do início da guerra do Iraque, diante da oposição da França ao conflito, a lanchonete do Congresso dos EUA chamou a atenção por servir “fritas da liberdade” ao invés de “fritas francesas” -- nome das batatas fritas para os norte-americanos.

Sarkozy, 52 anos, considerado o presidente mais pró-americano da França em várias décadas, teve na sua primeira visita oficial a Washington direito a uma recepção normalmente só reservada ao primeiro-ministro britânico, graças à “relação especial” entre os dois aliados.

Bush prestou homenagem a Sarkozy com uma visita guiada à propriedade de Mount Vernon, um pouco ao sul da capital.

Os dois presidentes apertaram as mãos e sorriram, e Bush deu tapinhas nas costas do francês antes de eles entrarem na mansão com vistas para o rio Potomac, onde conversaram.

Mount Vernon foi escolhido para evocar a longa aliança entre os dois países, que começou na época da Guerra da Independência Americana, há mais de 200 anos.

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