3 de Setembro de 2008 / às 17:27 / em 9 anos

Usina nuclear fornecerá 5% da energia no Brasil até 2030--Abdan

Por Anna Stablum

LONDRES, 3 de setembro (Reuters) - Até 2030, o Brasil pretende ampliar dos 2 por cento atuais para 5 por cento a fatia nuclear da sua geração de energia, afirmou na quarta-feira um órgão do setor ligado ao governo.

O país possui atualmente duas usinas nucleares com uma capacidade total de 1.900 megawatts.

Uma terceira adicionará mais 1.300 megawatts ao sistema energético nacional quando entrar em operação, em 2014, enquanto outras instalações do tipo começam a ser preparadas, disse Antônio Muller, presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan).

“A energia nuclear está voltando”, afirmou Muller à Reuters, em uma entrevista concedida durante um encontro da Associação Nuclear Mundial realizado em Londres.

O objetivo de longo prazo do governo brasileiro consiste em, até 2060, ter reatores nucleares com uma capacidade total de 50 mil a 60 mil megawatts, disse Muller.

“As primeiras duas usinas serão instaladas no Nordeste, mas ainda não está decidido quem as fornecerá, e o processo de escolha da localização exata delas só começará no próximo ano”, afirmou.

Segundo Muller, de três cenários possíveis, o mais provável para o governo seria construir seis novas usinas até 2030, cada uma de 1.000 megawatts.

Depois daquele ano, o Brasil teria de encontrar outras fontes de energia, já que os locais disponíveis para a construção de hidrelétricas, que respondem atualmente por 85 por cento do fornecimento de energia no país, terão se esgotado.

O Brasil contaria com uma quantidade suficiente de urânio para abastecer as novas usinas, com algo entre 300 e 400 toneladas do material produzidas por ano, disse Muller.

O governo negocia com outros países a respeito da possibilidade de exportar urânio, e os produtores brasileiros da matéria-prima pressionam as autoridades para que permitam a exportação.

“A Constituição diz que se pode exportar somente depois de as reservas estratégicas terem sido asseguradas, mas não especifica o tamanho dessas reservas”, afirmou.

O Congresso terá de definir a dimensão das reservas estratégicas antes de os produtores terem autorização para exportar, disse o presidente da Abdan.

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