October 2, 2008 / 1:06 PM / 10 years ago

Rússia quer instalar novo míssil nuclear em 2009

Por Michael Stott

MOSCOU, 2 de outubro (Reuters) - A Rússia espera instalar em 2009 um novo míssil nuclear disparado por submarino, salientando sua determinação de reforçar seu arsenal atômico, disse um general em entrevista publicada na quinta-feira.

O general-de-brigada Vladimir Popovkin, diretor de arsenal das Forças Armadas russas, disse ao jornal “Estrela Vermelha”, do Ministério da Defesa, que a recente guerra contra a Geórgia “nos compele a repensar o atual estado das Forças Armadas e como elas devem se desenvolver mais”.

O presidente Dmitry Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin já prometeram mais verbas para a compra de novas armas de última geração, reforçando a modernização militar em curso. Na quarta-feira, Putin anunciou 3,1 bilhões de dólares adicionais para 2009, em parte para substituir equipamentos perdidos na guerra da Geórgia.

Desde o início do mandato presidencial de Putin (2000-2008), a Rússia investiu bilhões de dólares nas Forças Armadas, mas seus cerca de 1 milhão de soldados continuam mal equipados, mal pagos e dependendo demais da atuação de recrutas nem sempre bem-dispostos para o trabalho.

Analistas militares em Moscou dizem que grande parte das verbas adicionais simplesmente não chegou aos quartéis, devido a corrupção, desorganização e atrasos nos programas bélicos.

Um deles é o Bulava, um míssil nuclear de longo alcance, disparado por submarinos, que Putin diz ser capaz de penetrar em qualquer defesa antimísseis —uma alusão ao sistema antimísseis global que os EUA querem instalar, com partes inclusive no Leste Europeu, tradicional esfera de influência russa.

O Bulava é uma versão modificada do míssil terra-ar Topol-M. Sua estréia está pelo menos dois anos atrasada, depois de uma série de defeitos em testes.

A Marinha russa declarou que o último teste do Bulava, em 18 de setembro, foi um sucesso —o míssil teria atravessado toda a Rússia, do mar Branco até o Extremo Oriente.

Popovkin, que também é vice-ministro da Defesa, disse esperar que as Forças Armadas aceitem a operação do Bulava a partir de 2009. Segundo ele, melhorar a capacidade nuclear estratégica russa continua sendo prioridade, devido ao papel essencial desses mecanismos de defesa.

“Enquanto formos uma potência nuclear, nenhum esquentadinho vai se aventurar a atacar o nosso país”, disse o militar na entrevista.

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