18 de Setembro de 2008 / às 13:10 / em 9 anos

Livni tem vitória apertada e já tenta formar coalizão e Israel

Por Allyn Fisher-Ilan e Ari Rabinovitch

<p>A chanceler de Israel, Tzipi Livni, conversa com jornalistas ap&oacute;s ter vencido a apertada elei&ccedil;&atilde;o interna do partido Kadima. Nesta quinta-feira, ela j&aacute; come&ccedil;a a negociar a forma&ccedil;&atilde;o de uma nova coaliz&atilde;o para governar Israel. Photo by Alon Ron</p>

TEL AVIV (Reuters) - A chanceler Tzipi Livni obteve uma vitória apertada na eleição interna do partido Kadima e começa na quinta-feira a negociar a formação de uma nova coalizão para governar Israel.

Apesar das pesquisas de boca-de-urna que conferiam a Livni uma ampla margem sobre o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, a apuração dos votos se arrastou pela madrugada e terminou com pouco mais de 1 ponto percentual de vantagem para ela.

A confirmação foi um alívio para a ministra, que horas antes já havia declarado vitória a seus seguidores. “O pessoal bom venceu”, disse a ex-agente do Mossad (serviço de inteligência israelense).

Shmuel Dahan, porta-voz do Kadima, disse que Livni ficou com 43,1 por cento dos votos, contra 42 de Mofaz. Os dois outros candidatos tiveram votações inexpressivas.

As pesquisas davam uma vantagem de 10 a 12 pontos percentuais para Livni, de 50 anos, que representa Israel no processo de paz com os palestinos.

“A missão nacional... é criar estabilidade rapidamente”, disse Livni a jornalistas em frente à sua casa, em Tel Aviv, já no amanhecer de quinta-feira. Ela acrescentou que o governo de Israel terá de “lidar com ameaças difíceis”.

O negociador palestino, Ahmed Qurie, congratulou Israel pela escolha da ministra, que segundo ele deve “buscar movimentos de paz conosco”.

Mas ela deve enfrentar dificuldades em atrair possíveis parceiros para uma coalizão, já que o centrista Kadima controla apenas um quarto do Parlamento.

“Amanhã, vou começar a encontrar representantes das facções a fim de formar rapidamente uma coalizão que possa lidar com todos os desafios que temos pela frente”, declarou ela, que sucederá Ehud Olmert, que decidiu renunciar à liderança do partido e ao cargo de premiê devido a suspeitas de corrupção.

Filha de um guerrilheiro sionista da década de 1940, Livni precisará de espírito combativo e habilidade política para cumprir sua meta de se tornar a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir, na década de 1970.

Colunistas dos principais jornais lembraram que ela foi eleita líder do Kadima por menos de 20 mil eleitores --0,5 por cento da população do país--, o que desperta dúvidas sobre sua força política.

A campanha de Mofaz chegou a ameaçar uma contestação da apuração, mas a Rádio do Exército posteriormente disse que o ministro e ex-general, que nasceu no Irã e é muito popular entre judeus oriundos do Oriente Médio, aceitaria o resultado.

Em um telefonema pela manhã, Mofaz congratulou Livni pela vitória, segundo a rádio.

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