13 de Outubro de 2008 / às 19:23 / em 9 anos

Lacerda ataca PMDB e Quintão questiona sua história partidária

BELO HORIZONTE, 13 de outubro (Reuters) - O candidato à prefeitura de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) atacou nesta segunda-feira o PMDB, partido do rival Leonardo Quintão, que replicou questionando sua falta de história partidária.

Os primeiros programas eleitorais do segundo turno e um debate promovido por uma emissora de rádio elevaram o tom da disputa, depois do clima de cordialidade que marcou parte da campanha nas ruas e os debates na TV.

Em busca do voto que vai definir a eleição, os dois candidatos preferiram a troca de farpas e ataques diretos ao adversário.

“A questão é se a pessoa tem a experiência e a vivência que dê segurança de que ela vai conseguir cumprir aquilo (programa de governo)”, disse Lacerda em debate na rádio CBN, reforçando a tese de falta de experiência administrativa do adversário.

“Infelizmente, o PMDB dos últimos dez anos não tem tido uma boa história no Brasil”, acrescentou, em referência à postura do partido do adversário, que teria ficado relaltivamente neutro no primeiro turno até Quintão começar a subir nas pesquisas.

“(Lacerda) está dizendo que o presidente Lula não é uma pessoa inteligente, porque 53 por cento do orçamento da União é gerido pelo PMDB, o maior partido da base aliada. O senhor que filiou-se ao PSB um mês antes do prazo nã teve condição de criar história partidária como o PMDB tem”, rebateu Quintão.

O peemedebista também procurou minimizar a importância do apoio do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), à candidatura de Lacerda

“Pesquisa não ganha eleições. É o povo que decide. Não é o governador e não é o prefeito”, disse Quintão logo no início de seu programa na TV.

Aécio e Pimentel voltaram ao programa de Lacerda nesta segunda-feira, com o discurso de que este é o momento de ver o que diferencia os dois candidatos. “O segundo turno é importante para (o eleitor) conhecer as propostas, compromissos e, principalmente, suas diferenças”, afirmou Aécio. “Nesse segundo turno, vai ficar clara a diferença entre os dois candidatos”, reforçou Pimentel.

A estretágia da “diferença” foi adotada devido à semelhança entre os discursos dos dois candidatos, com elogios a projetos da prefeitura e do governo do Estado e propostas parecidas para problemas da capital. Quintão, inclusive, afirmou várias vezes durante a campanha que é amigo de Aécio e que também fará parceria com o governo estadual caso seja eleito.

“Eu nunca disse que ele me apóia. Mas entre ele apoiar o Marcio Lacerda e eu dizer que ele é uma pessoa do bem, que faz um grande governo e que é meu amigo, é muito diferente”, disse Quintão sobre Aécio.

“O governador me considera o mais preparado para fazer uma gestão afinada com o plano estratégico que o governo do Estado tem para Minas Gerais”, retrucou Lacerda.

Reportagem de Marcelo Portela, Edição de Mair Pena Neto

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