May 29, 2008 / 1:54 PM / 11 years ago

China teme contaminação e chuvas em lago criado por tremor

Por Tyra Dempster

Vista aérea do lago formado pelo terremoto no condado de Beichuan. Foto tirada em 27 de maio de 2008. Photo by China Daily

DUJIANGYAN, China (Reuters) - A presença de 5.000 toneladas de substâncias químicas e as fortes chuvas estão aumentando a ameaça representada pelos “lagos sísmicos” do sudoeste do país, que correm o risco de inundar áreas vizinhas, disse um jornal na quinta-feira.

O Ministério da Defesa anunciou a liberação de 1 bilhão de iuans adicionais (144,2 milhões de dólares) para s trabalhos em cerca de 35 lagos criados pelo terremoto deste mês em Sichuan. O governo já havia liberado 400 milhões de iuans para a recuperação de barragens menores.

Os produtos químicos, entre os quais os ácidos sulfúrico e clorídrico, ficaram retidos no lago Tangjiashan e tiveram de ser removidos para um local mais seguro, de acordo com autoridades ambientais ouvidas pelo Beijing News.

A China já retirou 150 mil pessoas que vivem abaixo do lago Tangjiashan, formado pelo sismo do dia 12, pois há temores de que ele transborde e inunde a área.

Já foram contados oficialmente 68,5 mil mortos pelo tremor, e ainda há quase 20 mil desaparecidos. Na terça-feira, tremores secundários derrubaram 420 mil casas, sendo que várias delas já estavam inutilizadas.

Os produtos químicos agravam a ameaça de inundação. Eles estavam retidos em diferentes áreas industriais ao longo do lago, segundo o jornal.

O Tangjiashan surgiu porque deslizamentos bloquearam o rio Jianjiang acima da cidade de Beichuan, perto do epicentro do terremoto, na montanhosa província de Sichuan.

Chove no local desde a madrugada de quinta-feira, o que prejudica a tarefa de mais de 600 soldados encarregados de abrirem uma gigantesca vala de drenagem, segundo a agência de notícias Xinhua. Helicópteros que levam equipamentos ficaram impossibilitados de decolar.

Cerca de mil soldados do Exército de Libertação do Povo caminham a pé até o lago, levando consigo mais de dez toneladas de diesel para as escavadeiras já no local.

Alexander Densmore, sismologista da Universidade Durham (Grã-Bretanha) disse que um eventual rompimento do lago provavelmente seria repentino. “Essas barreiras por deslizamentos constituem um risco realmente significativo nessas regiões montanhosas, e nesses vales estreitos não é preciso muito material para criar um bloqueio completo”, explicou ele por telefone.

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