4 de Outubro de 2008 / às 00:28 / 9 anos atrás

Jaques Wagner atua para pacificar PT e PMDB na Bahia

SALVADOR, 3 de outubro (Reuters) - O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou que as relações entre seu partido e o PMDB no Estado não estão tão complicadas quanto parece para quem assistiu aos programas do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV nos últimos 30 dias.

Em entrevista à TV Aratu/SBT nesta sexta-feira Wagner reconheceu, sem entrar em detalhes, que o clima esquentou entre os candidatos do PT, deputado Walter Pinheiro, e do PMDB, João Henrique Carneiro, atual prefeito de Salvador e que tenta a reeleição. Os dois disputam com ACM Neto (DEM) uma vaga no segunto turno.

"Acho que passada a eleição a temperatura voltará ao normal", contemporizou o governador. Os dois partidos são aliados nos governos estadual e federal e o vice de Wagner, Edmundo Carvalho, é do PMDB.

Ao longo dos últimos 45 dias, a disputa entre João Henrique e Walter Pinheiro foi marcada por ataques pessoais, com acusações de traição e propaganda enganosa.

Nos primeiros dias do horário eleitoral gratuito PT e PMDB procuravam mostrar que seu respectivo candidato era o melhor nome "por ser o preferido do presidente Lula." Chegaram a exibir declarações de apoio de ministros, mas, logo depois, resvalaram para a troca de acusações.

O confronto trouxe a público as divergências internas que envolvem as duas legendas na Bahia, onde chegaram até a disputar na Justiça a exclusividade no direito de usar imagens e áudios do presidente Lula na propaganda eleitoral gratuita.

"É uma situação difícil de administrar. Antes da campanha todo mundo se compromete a se tratar bem, mas, na hora do vamos ver, na necessidade ganhar o voto, às vezes o pessoal passa do ponto e estremece as relações", comentou Wagner.

O governador argumentou que, juntamente com os partidos aliados, desenvolve o que chama de Projeto Bahia. "São 13 partidos na nossa base de sustentação que estão em torno de um programa e tenho certeza de que retomaremos o clima normal."

Numa declaração que pode ser interpretada como favorável aos dois candidatos, Wagner disse acreditar que "neste domingo o eleitor de Salvador vai optar por um candidato que represente o alinhamento com os governos estadual e federal."

Para Wagner, a conjuntura de hoje de certa forma repete o cenário das eleições municipais de 2004 em Salvador, com dois candidatos mais próximos do que chama de projeto do governo Lula disputando com outro mais conservador.

"Caso vá PMDB e PT para o segundo turno, para mim pode significar politicamente um elogio do eleitor ao Projeto Brasil e ao Projeto Bahia. E aí terei que administrar a situação de ter dois aliados disputando o segundo turno. Espero que o pessoal tenha maturidade para fazer uma boa disputa eleitoral", afirmou.

Reportagem de Augusto Cesar Barrocas, Edição de Mair Pena Neto

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