27 de Setembro de 2008 / às 14:03 / 9 anos atrás

Crescendo rápido China pode ajudar o mundo, diz Wen Jiabao

Por Jason Subler e Langi Chiang

TIANJIN, China, 27 de setembro (Reuters) - O premiê chinês Wen Jiabao mostrou estar confiante no sábado de que a China possa manter o crescimento acelerado e afirmou ser essa a maior contribuição que o país pode dar ao mundo para combater a atual crise financeira.

Os mercados estão desconfortáveis com a desaceleração da economia chinesa sob o impacto da queda da demanda pelas exportações do país e a redução de crédito que atinge o setor de imóveis, que responde por quase um quarto dos investimentos em ativos fixos no país.

Mas Jiabao, discursando em um encontro do Fórum Econômico Mundial na cidade portuária de Tianjin, no norte da China, mostrou otimismo.

"Nós temos total confiança e a habilidade para superar todo tipo de dificuldades a fim de manter a nossa economia crescendo de maneira sólida e acelerada por muito tempo", ele disse.

Jiabao disse que a China vai seguir políticas flexíveis e prudentes para combater a crise que se apresenta, amplamente considerada a pior desde a Grande Depressão.

"O que nós podemos fazer agora é manter a China forte, estável e com crescimento relativamente rápido e evitar grandes flutuações. Essa é maior contribuição que nos podemos dar à economia mundial nas atuais circunstâncias", ele disse.

A China cresceu 11,9 por cento em 2007, forçando o banco central a ajustar a política monetária no fim do ano passado para conter a inflação.

A medida surtiu efeito. A inflação para o consumidor caiu para 4,9 por cento até agosto de um pico de 12 anos de 8,7 por cento em fevereiro.

Temendo que o crescimento pudesse desacelerar muito com a intensificação da crise de crédito global, o banco central cortou taxas de empréstimo na semana passada pela primeira vez desde 2002.

"Em geral, nossos fundamentos básicos da economia não mudaram e o desenvolvimento está de acordo com nossas políticas econômicas", disse Jiabao.

Mas ele disse que a inflação permanece relativamente alta e o desafio para as autoridades é encontrar o equilíbrio entre promover o crescimento, criar empregos e manter o controle do aumento de preços.

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