26 de Novembro de 2007 / às 14:49 / em 10 anos

Espanha pede que Venezuela explique "congelamento" das relações

MADRI (Reuters) - O governo da Espanha pedirá à Venezuela, nesta segunda-feira, explicações sobre o “alcance” das declarações do presidente Hugo Chávez sobre o congelamento das relações com o país europeu, medida adotada depois da discussão envolvendo o dirigente venezuelano e o rei espanhol, Juan Carlos.

<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, comparece ao programa televisivo 'La Hojilla', em rede de televis&atilde;o estatal, para promover a reforma constitucional em Caracas. O governo da Espanha pedir&aacute; &agrave; Venezuela explica&ccedil;&otilde;es sobre o 'alcance' das declara&ccedil;&otilde;es do presidente Hugo Ch&aacute;vez sobre o congelamento das rela&ccedil;&otilde;es com o pa&iacute;s europeu. Photo by Reuters (Handout)</p>

A secretária espanhola de Estado para a América Latina, Trinidad Jiménez, informou que se reunirá com o embaixador da Venezuela em Madri, Alfredo Toro Hardy, para requisitar uma explicação depois de Chávez ter dado a declaração sobre o congelamento no domingo.

Na mesma oportunidade, o presidente da Venezuela anunciou também o congelamento das relações com a Colômbia porque este país decidiu não mais permitir que Chávez negociasse a libertação de reféns com um grupo guerrilheiro colombiano.

As relações da Venezuela com a Espanha ficaram tensas pouco depois de o rei Juan Carlos ter mandado Chávez se calar durante a última Cúpula Latino-Americana. O presidente da Venezuela exigiu um pedido de desculpas.

“O mesmo vale para a Espanha. Enquanto o rei da Espanha não se desculpar, eu manterei congeladas as relações com a Espanha porque aqui há dignidade”, afirmou Chávez no domingo, reiterando a exigência de um pedido de desculpas.

Jiménez telefonou na segunda-feira de manhã para o embaixador da Venezuela, com quem deve se reunir à tarde. Mas o diplomata já adiantou que a declaração de Chávez “não acrescenta nada de novo”, segundo afirmou a Secretaria de Estado.

“Consideramos que a relação bilateral com a Venezuela é suficientemente importante para manter-la ativa”, disse Jiménez à emissora de rádio espanhola RNE.

Chávez está em campanha para o referendo do projeto de reforma constitucional que acontecerá em 2 de dezembro. O presidente busca mudanças para aprofundar sua revolução socialista e obter o direito de ser reeleito indefinidamente.

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