November 6, 2007 / 9:43 PM / 11 years ago

Junta de Mianmar rejeita proposta de reunião com oposicionista

Por Aung Hla Tun

Ativista em Mianmar segura foto da líder da oposição Aung San Suu Kyi ao lado da embaixada do país em Bangcoc, Tailândia, 4 de novembro. O governo de Mianmar rejeitou o pedido da ONU, Ibrahim Gambari, por uma reunião tripartite envolvendo a líder oposicionista. Photo by Chaiwat Subprasom

YANGON (Reuters) - A Junta Militar que governa Mianmar rejeitou o pedido do enviado especial da Organização das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, por uma reunião tripartite envolvendo a líder oposicionista Aung San Suu Kyi, disse a imprensa oficial na terça-feira.

O ministro da Informação, Kyaw Hsan, disse a Gambari que tal reunião seria prematura, e alertou que mais sanções internacionais piorariam a situação.

“Mianmar não vai ceder à pressão externa. Nunca permitirei que qualquer interferência externa infrinja a soberania do Estado”, disse Kyaw Hsan durante conversa com Gambari em Naypyidaw, a nova capital do país, segundo o canal estatal MRTV.

A ONU disse que Gambari teve “trocas de opiniões muito francas e extensas” com dirigentes militares em seu quarto dia de visita à antiga Birmânia. O objetivo dele é promover o diálogo entre Suu Kyi e os generais que no final de setembro esmagaram manifestações pró-democracia.

Ele defendeu que o diálogo “comece sem demora, como parte indispensável de qualquer processo de reconciliação nacional, e a suspensão das restrições à Aung San Suu Kyi e a todos os presos políticos como passos necessários para esse fim”, segundo nota do escritório da ONU em Yangon.

O texto não fez menção ao pedido de Gambari para uma reunião tripartite envolvendo ele próprio, Suu Kyi e o general Aung Kyi, que no mês passado foi nomeado representante da junta para esse fim e se encontrou com a dissidente, vencedora do Nobel da Paz, por 75 minutos.

Kyaw Hsan disse que Suu Kyi não respondeu às condições estabelecidas para que haja um diálogo direto com o chefe da junta, general Than Shwe, o que incluiria o fim do “confronto” e do seu apoio às sanções.

Gambari deve se reunir na quarta-feira com outros militares e com diplomatas em Naypyidaw, mas não há notícias de alguma audiência dele com Than Shwe.

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