25 de Julho de 2008 / às 12:35 / 9 anos atrás

Ataques levam pânico a operadores de escavadeira em Jerusalém

Por Mohammed Assadi

JERUSALÉM (Reuters) - Palestinos e judeus que operam escavadeiras em Jerusalém estão em pânico com a possibilidade de serem confundidos com terroristas.

Em menos de um mês, dois palestinos operando escavadeiras mataram três israelenses e feriram dezenas de pessoas em ataques nas ruas de Jerusalém. Ambos os agressores foram mortos a tiros.

“As pessoas desenvolveram uma ‘escavadeirofobia”', disse o operador palestino Anas, 23 anos. “É melhor eu começar a procurar uma nova profissão.”

Há muitas escavadeiras em Jerusalém, participando de várias obras, inclusive do metrô de superfície. Muitos operadores das máquinas são palestinos de Jerusalém Oriental, autorizados a se deslocar na cidade e em Israel --ao contrário dos palestinos da Cisjordânia ocupada.

Para muitos palestinos, aliás, as escavadeiras são um símbolo da ocupação israelense. O Exército as usa na Faixa de Gaza e na Cisjordânia para destruir casas de supostos militantes. Em Jerusalém, a prefeitura emprega essas máquinas na demolição de casas sem alvará.

“Agora os palestinos estão tentando combater a ocupação usando suas próprias ferramentas”, disse o analista palestino Hani Al Masri.

Israel diz que só casas construídas ilegalmente são demolidas, e argumenta que a dificuldade em obter os alvarás não deve servir de justificativa para violar os regulamentos.

Depois dos dois ataques semelhantes na parte ocidental de Jerusalém, os israelenses temem que os palestinos da cidade possam atacar de novo.

A polícia reforçou a vigilância em canteiros de obras, exigindo documentos dos operadores de escavadeiras. “Temos mais patrulhas e ampliamos a segurança desde que o último ataque ocorreu em Jerusalém, a fim de evitar esse tipo de padrão”, disse um porta-voz policial.

Mark Regev, porta-voz do governo, disse que os atentados com escavadeiras e alguns incidentes envolvendo disparos de palestinos de Jerusalém parecem fazer parte de um “novo fenômeno”. “Estamos examinando formas de melhor proteger a população israelense civil de Jerusalém”, afirmou.

Reportagem adicional de Adam Entous

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