17 de Abril de 2008 / às 13:25 / 9 anos atrás

Hillary e Obama prometem impedir que Irã tenha armas nucleares

<p>Os pr&eacute;-candidatos democratas &agrave; presid&ecirc;ncia dos EUA, Hillary Clinton (esquerda) e Barack Obama, na FIlad&eacute;lfia. Os EUA deveriam oferecer prote&ccedil;&atilde;o contra o Ir&atilde; a pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio que abram m&atilde;o de ter armas nucleares, sugeriu Hillary. Photo by Tim Shaffer</p>

Por Jeff Mason

FILADÉLFIA (Reuters) - Os Estados Unidos deveriam oferecer proteção contra o Irã a países do Oriente Médio que abram mão de ter armas nucleares, sugeriu na quarta-feira a pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton.

Ela e seu rival Barack Obama reafirmaram seu compromisso de impedir que o Irã adquira armas nucleares, e não descartaram a possibilidade de uma ação militar caso Teerã ataque Israel.

Os dois candidatos participaram ontem de um debate na Pensilvânia, Estado que realiza eleição primária na próxima terça-feira. O vencedor do processo eleitoral democrata em nível nacional enfrenta o republicano John McCain na eleição de novembro.

Hillary, que costuma se dizer mais preparada em questões de política externa do que seu rival, disse que os EUA deveriam atrair outros países do Oriente Médio, além de Israel, para um sistema que se contraponha à ameaça iraniana.

"Acho que deveríamos buscar a criação de um guarda-chuva de dissuasão que vá muito além de Israel", afirmou. "Faremos os iranianos saberem que, sim, um ataque a Israel desencadearia uma enorme retaliação, mas que assim seria (também) com um ataque contra esses países que estão dispostos a ficar sob o guarda-chuva de segurança e a renegar suas próprias ambições nucleares."

Ela não citou países específicos que poderiam ser parte dessa aliança.

Obama disse que manter o Irã sem armas nucleares seria uma de suas prioridades na Casa Branca. "Não retirarei opções da mesa quando se trata de impedir que usem armas nucleares ou obtenham armas nucleares. E isso incluiria qualquer ameaça dirigida a Israel, ou a qualquer dos nossos aliados."

O Conselho de Segurança da ONU já impôs três pacotes de sanções ao Irã por sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio, atividade que pode gerar material para armas atômicas. Teerã diz que seu objetivo é apenas produzir energia elétrica.

Na quarta-feira, o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que o Irã está pronto para negociar a questão nuclear e outros assuntos, desde que isso não viole os direitos do país.

Os dois candidatos norte-americanos discutiram sobre a eventual aproximação com o Irã. Obama, que já foi criticado por dizer que aceitaria se reunir cara-a-cara com inimigos dos EUA, defendeu negociações diretas para que Teerã suspenda seu programa atômico.

"Acredito que isso inclui conversas diretas com os iranianos, em que deixemos bem claro para eles: há questões aqui que consideramos inaceitáveis, não só o desenvolvimento de armas nucleares, mas também o financiamento de organizações terroristas."

Hillary também defendeu a negociação, mas rejeitou um encontro com Ahmadinejad.

"Temos de começar o engajamento diplomático com o Irã, e queremos que a região e o mundo entendam quão sérios somos a respeito disso", afirmou ela.

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