20 de Junho de 2008 / às 15:52 / em 9 anos

ALL expande operação e espera crescer cinco vezes até 2020

Por Denise Luna

COSTA DO SAUÍPE, Bahia, 20 de junho (Reuters) - A América Latina Logística ALLL11.SA pretende iniciar em 2011 a operação do trecho Alto Araguaia-Rondonópolis, de cerca de 250 quilômetros de extensão, obra estimada entre 700 e 800 milhões de reais que será realizada por terceiros com apoio do governo.

O objetivo é acompanhar o boom do setor agrícola e industrial da região Centro-Oeste, informou o presidente da ALL, Bernardo Hess.

“A gente está bastante avançado (no projeto)... Teremos novidades em breve”, disse o executivo a jornalistas, após palestra para conselheiros do fundo de pensão do Banco do Brasil, Previ.

Ele disse que nem Previ nem a gigante Vale (VALE5.SA) estão no projeto, que terá apoio financeiro do BNDES, também sócio da ALL.

Depois de Rondonópolis (MT), a empresa estuda atrair investidores também para construção de uma extensão até Cuiabá, antecipou Hess, de olho no incremento da produção de grãos, etanol e de indústrias frigoríficas.

Otimista com o mercado brasileiro, Hess espera multiplicar por cinco, até 2020, a produtividade da companhia, atingindo 150 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil) contra 35 bilhões de TKU registrados no ano passado.

Segundo Hess, a operação no Brasil está compensando perdas registradas na Argentina, com a greve dos produtores agrícolas, que paralisam as vendas em protesto contra uma alta nas taxas de exportação de soja, implantada em março [ID:nN19487054].

De acordo com ele, a previsão é de que no mercado doméstico o crescimento de cargas gire em torno dos 12 a 14 por cento. Para acompanhar o incremento, a empresa juntou à sua frota este ano mais 50 locomotivas e 1.500 vagões.

“A Argentina representa apenas 4 por cento do nosso Ebitda (lucro antes de juros, impostos e amortizações), é pequeno, e a operação deve voltar neste sábado, mas compensamos com o Brasil, que está crescendo”, disse o executivo, prevendo o fim dos protestos agropecuários.

Ele descartou intensificar a escalada internacional da empresa, que já atua em todos os países do Mercosul, apontando as oportunidades no Brasil como prioridade para a companhia.

“Acho que ainda temos muito para fazer nas nossas operações no Brasil e Mercosul antes de dar um passo para outros países, teria que ser uma oportunidade muito clara, mas não é o foco da companhia hoje”, avaliou.

A ALL opera malha de 21.300 quilômetros no Brasil e de 7 mil quilômetros na Argentina, com 1.060 locomotivas, 31 mil vagões e 1.000 veículos rodoviários.

No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou aumento de 17,7 por cento na carga transportada, para 7,028 milhões de TKU, impulsionada principalmente pelas commodities agrícolas. O desempenho compensou perdas de 8,3 por cento na carga transportada na ALL Argentina.

Edição de Roberto Samora

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