14 de Novembro de 2007 / às 18:08 / em 10 anos

Forte terremoto no norte do Chile mata 2 e fere 117

Por Pav Jordan

SANTIAGO (Reuters) - Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu o árido norte do Chile nesta quarta-feira, deixando dois mortos e 117 feridos, além de danificar prédios e paralisar as operações em algumas das maiores minas de cobre do mundo.

A notícia da falta de energia nas minas fez o cobre subir até 6,29 por cento na Bolsa Mercantil Comex de Nova York, cotado a 3,304 dólares por libra (454 gramas). O Chile é o maior produtor de cobre do mundo.

O terremoto fez prédios tremerem em Santiago, 1.400 quilômetros ao sul do epicentro, e foi sentido também na Bolívia, no Peru e até em andares altos de alguns bairros de São Paulo.

Funcionários do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) disseram que duas mulheres morreram no terremoto. Elas tinham 88 e 54 anos e eram de Tocopilla.

Os moradores de Tocopilla, a 120 quilômetros ao norte de Antofagasta, principal cidade da região, viram desabamento de telhados e sacadas de prédios mais antigos e frágeis.

As TVs mostraram carros esmagados sob a marquise de concreto de um hotel em Antofagasta, cidade que ficou sem energia e telefone. Assustados, os moradores foram para o meio das ruas.

O Serviço Geológico dos EUA disse que o foco do terremoto aconteceu a 60 quilômetros de profundidade, 106 quilômetros a oeste da cidade de Calama, às 12h40 (13h40 em Brasília).

A agência inicialmente disse ter medido uma magnitude 7,8, depois corrigida para 7,7.

Às 15h44 (hora de Brasília) houve um segundo terremoto, de magnitude 5,7, com foco a 41 quilômetros de profundidade, 58 quilômetros a noroeste de Antofagasta, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

A área tem muitas minas importantes de cobre, metal do qual o Chile é o maior produtor mundial (mais de um terço do fornecimento global).

A mineradora BHP Billiton disse que as minas Escondida, Spence e Cerro Colorado pararam por falta de eletricidade.

A Freeport-McMoRan Copper & Gold informou que as operações na mina de Candelária já haviam sido retomadas, mas que a mina El Abra continuava sem energia.

A estatal Codelco disse que sua maior divisão, a Codelco Norte, ficou duas horas paralisada após o terremoto.

As grandes minas do sul do Peru disseram que não foram afetadas.

As autoridades chilenas afastaram a hipótese de um tsunami na costa do Pacífico, onde chegou a haver um alerta de maremoto.

O Chile fica num encontro de placas tectônicas, parte do chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, e por isso é muito propenso a terremotos -- inclusive o mais violento da história moderna, o de magnitude 9,5, que em 1960 matou milhares de pessoas em Valdivia.

Reportagem adicional de Antonio de la Jara em Santiago e Sandra Maler em Washington

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