23 de Outubro de 2007 / às 01:29 / 10 anos atrás

Gás boliviano para PETROBRAS sobe 7,9% e atinge valor recorde

Por Carlos Alberto Quiroga

LA PAZ, 1o de outubro (Reuters) - Os preços do gás natural que a Bolívia exporta para a Argentina e o Brasil subiram nesta segunda-feira a valores recordes, de até 6 dólares por milhão de BTUs, como consequência da alta do petróleo e derivados no mercado internacional.

O reajuste, que ocorre a cada três meses, chega no momento em que a petroleira estatal boliviana YPFB enfrenta grande dificuldade para atender à crescente demanda interna e externa de gás, apesar de possuir reservas suficientes.

O presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, declarou ao diário La Prensa que a Argentina pagará a partir desta segunda-feira e durante todo o próximo trimestre 6 dólares por milhão de BTUs (sigla em inglês para Unidades Térmicas Britânicas), ante 5,08 dólares que pagava no trimestre anterior.

O Brasil, por meio do contrato da Petrobras (PETR4.SA), pagará 4,50 dólares, alta de 7,9 por cento ante o valor anterior de 4,17 dólares por milhão de BTUs.

“Uma das razões para a elevação é que o cálculo do preço se baseia em uma cesta de óleos que reflete a variação do petróleo, que superou os 80 dólares”, afirmou Aruquipa.

Aruquipa afirmou que a dificuldade do país em atender a demanda local e estrangeira deverá permanecer até pelo menos o segundo semestre de 2008, porque um novo ciclo de investimentos apenas começou.

A Bolívia possui atualmente capacidade de produzir 40 milhões de metros cúbicos diários de gás, e deverá elevar essa capacidade para 45,9 milhões.

A demanda externa atual se divide em um contrato de 30 milhões de metros cúbicos diários com a Petrobras, mais dois contratos menores com o Brasil que somam 1,7 milhão de metros cúbicos, além do contrato com a Argentina de 7,7 milhões de metros.

O mercado local boliviano consome aproximadamente 6,5 milhões de metros cúbicos diários.

Mas a Bolívia tem dado prioridade ao contrato mais rígido com a Petrobras, e sacrificado o envio à Argentina.

Segundo Aruquipa, o Brasil está recebendo, desde a semana passada, 31,5 milhões de metros cúbicos diários, o que obrigou a YPFB a reduzir o envio à Argentina para 2 milhões de metros cúbicos, deixando o restante para o mercado local.

“A Petrobras nos solicitou por meio do contrato GSA mais quantidade de gás do que o habitual. Se não fosse por isso, conseguiríamos enviar o mínimo contratual para a Argentina”, afirmou Aruquipa.

A partir de 2010, a Bolívia pretende conseguir produzir até 20 milhões de metros cúbicos adicionais, para cumprir um novo negócio fechado com a Argentina.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below