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CONSOLIDA-França e Alemanha discordam sobre ajuda a bancos

BRUXELAS, 1o de outubro (Reuters) - França e Alemanha discordaram nesta quarta-feira sobre a idéia de um fundo de resgate financeiro para a Europa no estilo do proposto nos Estados Unidos.

A Comissão Européia apelou por mais consistência nos esquemas de garantia de depósito e supervisão mais forte, mas a aparente discordância entre Paris e Berlim ressaltaram a dificuldade de encontrar uma abordagem comum.

A ministra francesa das Finanças, Chistine Lagarde, afirmou em entrevista a um jornal alemão que uma “rede de segurança européia” poderia ser necessária para evitar que um banco em um país menor da UE entre em colapso.

Mas a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a Alemanha “não pode e não vai entregar um cheque em branco para todos os bancos”.

Uma fonte do governo europeu afirmou que Paris tem apoiado a idéia de um fundo europeu de 300 bilhões de euros (425 bilhões de dólares) em um encontro com os líderes das quatros maior potências européias.

Mas Lagarde afirmou a jornalists que “não existe tal coisa, não existe nada desse tipo”, quando perguntada sobre a notícia.

O ministro das Finanças da Alemanha afirmou: “O governo discorda completamente desses planos.”

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, afirmou que está trabalhando junto com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para apresentar propostas aos líderes em Paris.

Mas o gabinete do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, não confirmou sua presença e a França afirmou que não há nenhuma data confirmada para o encontro, que autoridades afirmaram que só poderia ser realizado se houvesse consenso suficiente para chegar a um resultado.

“Não é apenas um problema de injeção de liquidez”, afirmou Barroso. “Nós também precisamos injetar credibilidade nas respostas européias. É por isso que estamos pedindo aos Estados-membros uma cooperação mais próxima.”

A decisão da Irlanda de garantir todos os depósitos dos bancos irlandeses enfureceu os britânicos.

Questionado sobre a ação irlandesa, o comissário para competitividade da UE, Neelie Kroes, afirmou: “Faço um pedido aos governos nacionais para que não tomem ações unilateriais”.

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