1 de Maio de 2008 / às 15:31 / em 10 anos

Lucro da Exxon decepciona apesar da alta no petróleo

Por Michael Erman

NOVA YORK (Reuters) - A Exxon Mobil divulgou nesta quinta-feira um lucro de primeiro trimestre de 10,89 bilhões de dólares, mas o resultado ainda assim decepcionou investidores depois que produção fraca e margens menores de refino tiraram um pouco da força dos preços do petróleo em níveis recordes.

Apesar de não cumprir expectativas, o lucro da Exxon é 17 por cento maior sobre o mesmo período do ano passado e o segundo maior lucro trimestral da história dos Estados Unidos.

A média dos preços do petróleo nos EUA ficou perto dos 98 dólares o barril durante o trimestre, 70 por cento acima do registrado um ano antes.

A Exxon divulgou lucro recorde em 2007 de 40,6 bilhões de dólares, com receita maior que o Produto Interno Bruto da Turquia, a 17a economia do mundo. Se os preços do petróleo continuarem perto dos 100 dólares pelo restante de 2008, a companhia pode superar essa marca.

Os números da empresa foram, porém, prejudicados por margens menores com produção de gasolina, já que as refinarias estão enfrentando dificuldades para repassar aumentos de custos com o petróleo aos consumidores.

Os preços da gasolina no primeiro trimestre subiram apenas 33 por cento na comparação anual nos EUA, menos da metade que a taxa de reajuste do petróleo no país.

A maior companhia listada em bolsa de valores do mundo divulgou lucro por ação para o primeiro trimestre de 2,03 dólares por ação sobre lucro de 9,28 bilhões de dólares, ou 1,62 dólar por ação, no mesmo período do ano passado.

Entretanto, analistas, em média, esperavam que a empresa tivesse lucro de 2,11 dólares por ação no primeiro trimestre, segundo a Reuters Estimates.

O faturamento no trimestre subiu de 87,22 bilhões de dólares um ano antes para 116,85 bilhões de dólares.

O lucro do segmento de exploração e produção da Exxon subiu 45 por cento, para 8,79 bilhões de dólares, enquanto os ganhos com refino despencaram 39 por cento, para 1,17 bilhão de dólares.

A produção de petróleo e gás no trimestre caiu 5,6 por cento. A empresa informou que esse segmento foi afetado por contratos de compartilhamento de produção que entregam a países uma parcela maior do petróleo e gás produzidos, pelo declínio de campos mais maduros e perda de operações que foram nacionalizadas pela Venezuela no ano passado.

“A dúvida aparece e você sempre tem que perguntar todo o ano: eles estão vendo uma aceleração no declínio dos campos maduros? Porque lentamente as grandes do setor estão começando a ver isso em algum grau”, disse James Halloran, analista de energia do National City Private Client Group, nos Estados Unidos.

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