1 de Novembro de 2007 / às 15:30 / em 10 anos

Restrição no envio de gás pode durar até 30 dias

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - As restrições no fornecimento de gás natural por parte da Petrobras para distribuidoras no Rio de Janeiro e em São Paulo podem durar até 30 dias, período em que a estatal deverá continuar desviando o combustível para termelétricas por pedido da Aneel, informou nesta quinta-feira a maior distribuidora de gás do Brasil.

Grandes indústrias de São Paulo começaram desde a semana passada a migrar parte de seu consumo energético para o óleo combustível, em substituição ao gás natural, devido à redução feita pela Petrobras no fornecimento do último, acrescentou a Comgás .

“Isso (redução no fornecimento) não nos pegou de surpresa. Temos um canal de negociação com a Petrobras e já havia sido falado em redução do volume (de gás)”, acrescentou o diretor.

Segundo ele, nestas conversas a estatal informou que estimava entre 15 e 30 dias o período de restrição no fornecimento, para alimentar as termelétricas a pedido da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A Comgás, que é controlada pela BG Group e pela Shell, informou que sete grandes clientes industriais já optaram pela migração parcial oferecida por ela como alternativa à falta de gás e estão consumindo diariamente cerca de mil toneladas de óleo combustível, produto mais caro e mais poluente do que o gás natural.

“Apenas cerca de 40 clientes, dos 900 e pouco que temos, podem migrar parte da energia para óleo. Com esses nós estamos negociando para contornar o momento”, afirmou a jornalistas Sérgio Luiz da Silva, diretor da Comgás encarregado de grandes consumidores.

O volume de óleo das empresas que já adotaram o sistema equivale a aproximadamente 800 mil metros cúbicos diários de gás e a operação, segundo a Comgás, tornou possível manter inalterado o fornecimento de gás aos outros clientes da empresa.

A Petrobras anunciou a redução dos volumes de gás enviados para distribuidoras no Rio e em São Paulo na terça-feira, informando que um dos motivos foi a necessidade de cumprir termo de compromisso fechado com a Aneel para acionar termelétricas movidas a gás.

A Comgás informou que as 40 empresas chamadas de “bicombustível” (que podem usar gás ou óleo) respondem por aproximadamente 50 por cento do consumo de gás e que a negociação para que mais delas comecem a utilizar óleo prossegue.

Pelo sistema, as empresas podem adquirir o óleo de distribuidoras que escolherem, mas possuem uma garantia de fornecimento da Petrobras.

Posteriormente elas repassam uma planilha de custos extras para a Comgás, que encaminha pedido de reembolso à Petrobras.

De acordo com Silva, o custo extra do uso do óleo em relação ao gás é de 12 por cento, para alguns tipos de óleo.

Ele acrescentou que o modelo para o uso do combustível em substituição ao gás foi discutido com a Petrobras, que concordou em arcar com o gasto extra.

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