2 de Abril de 2008 / às 23:49 / em 9 anos

Dólar segue fluxo e fecha com queda de 1%

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em forte queda nesta quarta-feira, aproveitando a relativa tranquilidade dos mercados internacionais para acompanhar a entrada de recursos no país.

A moeda norte-americana caiu 0,97 por cento, a 1,728 real. O fluxo de entrada da divisa deu o tom da sessão marcada por um discurso de Ben Bernanke.

O chairman do Federal Reserve afirmou que a economia norte-americana pode enfrentar uma leve recessão, mas o crescimento deve se recuperar à medida que o impacto dos fortes cortes de juro forem sentidos.

"Acredito que seja resultado de um fluxo cambial positivo aliado à fala de Bernanke, que se não foi boa também não foi ruim", disse Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, ressaltando que na falta de notícias externas o mercado segue sua tendência de queda.

As operações de arbitragem, que se aproveitam do alto diferencial de juros entre a taxa doméstica e as taxas externas, têm pressionado a moeda norte-americana de forma mais decisiva após os recentes cortes de juros do Fed.

Segundo Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, o mercado cambial estava precificando nesta quarta-feira a forte alta dos mercado acionários na sessão anterior.

"Tivemos dois dias de calmaria, sem notícias ruins", avaliou Nassar.

Na véspera, as bolsas norte-americanas subiram mais de 3 por cento, fechando em seu maior nível em mais de um mês.

Nesta quarta-feira, o Banco Central divulgou os dados do fluxo cambial de março, revelando um saldo positivo de 8,051 bilhões de dólares.

Segundo analistas, o fluxo foi pontual devido à antecipação de investimentos para evitar novas medidas de tributação estabelecidas pelo governo na metade do mês.

Já Nassar acredita que o fortalecimento do fluxo positivo se deve ao bom momento que o país está passando, além da expectativa de um aumento do juro doméstico.

"Aos poucos ele (o fluxo positivo) está querendo voltar e o único porém que pode segurar o fluxo é a balança (comercial). O país está ficando cada vez mais importador", acrescentou o gerente.

No meio da sessão, o BC ainda realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, definido a taxa de corte a 1,7295 real.

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