2 de Janeiro de 2008 / às 20:31 / 10 anos atrás

BOVESPA-Mercado abre ano em queda por fatores externos e bancos

RIO DE JANEIRO, 2 de janeiro (Reuters) - O ano começou com notícias negativas para o mercado acionário do mundo inteiro, puxando para baixo também a Bolsa de Valores de São Paulo depois de uma valorização de mais de 40 por cento em 2007.

Dados indicando recuo da atividade industrial norte-americana e o preço do petróleo batendo a marca psicológica dos 100 dólares o barril marcaram o primeiro pregão do ano, que acabou a sessão com o Ibovespa em queda de 1,68 por cento, aos 62.815 pontos. O volume ficou em 4,5 bilhões de reais.

Os papéis dos bancos brasileiros despencaram logo após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciar no final da tarde a elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), como uma das medidas para compensar o fim da CPMF, o que ajudou a deprimir ainda mais o Ibovespa.

“O mercado já vinha em queda e as ações do setor financeiro ajudaram a empurrar ainda mais para baixo”, avaliou o economista do banco Shcahin Silvio Campos Neto.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA), as mais negociadas no mercado de ações brasileiro, não se beneficiaram da alta do petróleo diante das demais incertezas sobre a economia norte-americana e fecharam em queda de 1,58 por cento, cotadas a 87,00 reais. Os papéis encerraram 2007 valorizadas em 84 por cento.

As ações da Vale (VALE5.SA) também cederam à realização de lucros e terminaram o dia em queda de 2,86 por cento, cotadas a 49,30 reais, depois de alta de 90,8 por cento no ano passado.

Na contramão do mercado, as ações da Companhia Energética de São Paulo CESP6.SA dispararam 5,39 por cento, cotadas a 45,77 reais, motivadas pelo processo de venda da participação do governo estadual na empresa.

Na avaliação do economista do banco Schahin, as incertezas em relação ao comportamento da economia norte-americana ainda vão manter o mercado brasileiro volátil por um bom tempo.

“Está muito difícil apostar para onde vai a bolsa com essas incertezas. Amanhã sai uma espécie de prévia do ‘payroll’ (índice que mede a criação de postos de trabalho nos Estados Unidos) que vai ser divulgado na sexta-feira, isso é que vai conduzir”, disse Campos Neto.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Alexandre Caverni

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