2 de Setembro de 2008 / às 21:16 / 9 anos atrás

Commodities empurram Bovespa para 3a queda seguida

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Uma nova sessão de perdas acentuadas das matérias-primas puxou para baixo as ações mais importantes da Bolsa de Valores de São Paulo, que emendou a terceira baixa consecutiva.

Depois de ter chegado a operar no azul, o Ibovespa embicou para baixo, fechando a terça-feira em queda de 1,37 por cento, aos 54.404 pontos. O giro financeiro na bolsa somou 4,2 bilhões de reais.

A pressão vendedora de ações foi desencadeada pelo mercado de petróleo, commodity cujo preço caiu para o menor valor desde abril depois que empresas de energia avaliaram como limitados os danos provocados pelo furacão Gustav.

O desdobramento foi o fortalecimento do dólar, que empurrou as cotações de outras matérias-primas, como metais, ladeira abaixo.

“A consequência imediata dessa cadeia foi a desvalorização forte das ações ligadas a esses mercados”, disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.

Na Bovespa, as que mais sofreram foram as siderúrgicas. As preferenciais da Usiminas lideraram a coluna de perdas do índice, desabando 6,3 por cento, a 53,30 reais.

Companhia Siderúrgica Nacional cedeu 5,8 por cento, a 53,70 reais.

Segundo operadores, dados mostrando desaceleração das vendas de veículos no Brasil em agosto, divulgados pela imprensa, teriam servido de pretexto para aprofundar a pressão sobre as ações das fabricantes de aço.

Petrobras, a mais importante do índice, sentiu o golpe da queda do barril do petróleo e afundou 3,2 por cento, para 33,11 reais.

Redecard também frequentou a coluna de perdas, caindo 2,8 por cento, para 28,20 reais, um dia depois de sua maior concorrente, a Visanet, ter protocolado pedido de registro para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A mesma notícia impulsionou Bradesco para uma alta de 2,75 por cento, a 30,29 reais. O maior banco privado do país é o principal acionista da Visanet e vai vender ações na operação.

NET recuperou-se parcialmente das perdas da segunda-feira, subindo 1,6 por cento, para 18,59 reais, depois que o banco Morgan Stanley reiterou a avaliação de que as ações da operadora de TV por assinatura oferecem potencial de valorização acima da média do mercado.

Mas a maior alta do índice foi da operadora de telefonia móvel Vivo, com elevação de 5,85 por cento, para 8,69 reais.

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