3 de Outubro de 2008 / às 14:38 / em 9 anos

Rosário e Manuela viram alvos junto com Fogaça em debate gaúcho

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE, 3 de outubro (Reuters) - O líder das pesquisas de intenção de voto e favorito à reeleição, o prefeito José Fogaça (PMDB), foi o alvo preferencial dos adversários no debate que encerrou a campanha eleitoral para a prefeitura de Porto Alegre, na noite de quinta-feira.

Mas o esperado duelo entre a petista Maria do Rosário --que tinha 20 por cento das intenções de voto na pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana-- e a também deputada Manoela dÁvila (PCdoB) --18 por cento-- foi superado por ataques vindos de outros adversários. Fogaça tinha 35 por cento na pesquisa.

No debate, promovido pela RBS TV, as críticas a Fogaça vieram de todos os lados e variaram desde o que seria uma suposta “timidez” de uma gestão sem ousadia para captar recursos até questionamentos sobre o procedimento para a implantação do sistema de bilhetes eletrônicos não unitários nos ônibus municipais.

Na sua briga particular para chegar ao segundo lugar, Maria do Rosário e Manuela não fizeram grandes alterações na estratégia. Rosário voltou a insistir em sua ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Manuela reforçou a idéia de que é “um caminho novo” na política da capital.

ÂNIMOS EXALTADOS

Um dos momentos mais tensos do debate foi o bate-boca entre Onyx Lorenzoni (DEM) --8 por cento no Datafolha-- e Manuela. Para ele, a política implantada pela gestão Fogaça no transporte coletivo prejudica os usuários, enquanto Manuela lamentou estar assistindo ao que seria uma “guerra de versões” sobre os problemas da cidade.

“Quero ser a prefeita que encerra a guerra de versões”, disse Manuela, argumentando que algumas idéias apresentadas como divergências pelos adversários poderiam ser conciliadas.

“Não há guerra de versões. Tem que ter lado, o meu é o do trabalhador”, rebateu Onyx. Manuela reagiu dizendo que não precisaria que alguém lhe ensinasse a “lidar com trabalhador”.

Já Luciana Genro (PSOL) --7 por cento-- usou sua cruzada anticorrupção como gancho para estocar Rosário e ligá-la ao escândalo do mensalão, dizendo que a candidatura da petista teria sido articulada pelo ex-deputado e ex-ministro José Dirceu.

Em sua defesa, Rosário apontou o apoio dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil) e do ex-governador Olívio Dutra como abono de sua honestidade.

“(Luciana) sabe que sou tão honesta quanto ela”, disse Rosário.

Edição de Alexandre Caverni

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