3 de Junho de 2008 / às 20:37 / em 9 anos

CSN confirma venda de parte da Namisa este ano

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A venda de parte do capital da mineradora Namisa (Nacional Minérios S.A.) será feita este ano, seja para um sócio estratégico ou em oferta de ações no mercado, garantiu o diretor-executivo de Relações Institucionais e Governamentais da CSN, Isaac Popoutchi.

Ele explicou que a decisão de vender uma participação na Namisa em tempos de minério em alta segue a mesma filosofia da já anunciada intenção de alienar parte do capital da mina de Casa de Pedra: melhorar a precificação dos ativos da Companhia Siderúrgica Nacional e utilizar os recursos para abater dívidas.

“A nossa preocupação é agregar o valor que esses ativos hoje têm e que ainda não estão no valor da CSN”, explicou Popoutchi a jornalistas durante o 1o Encontro Nacional e Siderurgia.

A venda da participação na Namisa está sendo conduzida pelo Goldman Sachs, informou Popoutchi. A mineradora tem capacidade para produzir 14 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.

Além da Namisa, a CSN estuda abrir o capital da mina de Casa de Pedra, ativo herdado da época do descruzamento com a Vale e que até hoje gera inúmeras batalhas judiciais entre as duas companhias.

“Casa de Pedra possui minério de altíssima qualidade e estamos convencidos de que essa precificação também ainda não está no valor da CSN”, afirmou, sem saber dizer quando seria a oferta pública.

“Vamos aguardar o momento mais adequado, mas Namisa será este ano”, complementou.

Popoutchi confirmou os planos da CSN de elevar a produção de aço da empresa das atuais 5 milhões de toneladas para 16 milhões de toneladas a partir de 2013, com a entrada em operação duas novas unidades produtoras de placas, uma em Itaguaí (RJ) e outra em Congonhas (MG).

Cada planta deverá ter capacidade de produzir 4,5 milhões de toneladas anuais, com estimativa de investimento de 3 a 4 bilhões de dólares em cada uma.

O executivo ressaltou que parte da produção dessas duas usinas poderá ser destinada para o mercado interno, inclusive com verticalização para a produção, entre outros, de chapas grossas e trilhos para ferrovias, nicho que a CSN abandonou anos atrás e estuda retornar.

“Já estamos desenvolvendo estudos para a implantação de um laminador exclusivo para trilhos”, informou, prevendo produção de cerca de 140 mil toneladas anuais de trilhos, o mesmo volume do consumo interno do produto atualmente.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora

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