23 de Outubro de 2007 / às 01:50 / 10 anos atrás

Inflação em SP terá 4o tri sem surpresas, alimentação é foco

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 3 de outubro (Reuters) - A inflação ao consumidor em São Paulo deve passar o último trimestre do ano sem surpresas, um alívio após o recente repique dos preços, mas não o suficiente para impedir que a flexibilização monetária sofra uma pausa em breve.

A previsão de Márcio Nakane, economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) é de uma taxa de inflação em São Paulo de 0,34 por cento para outubro, um pouco acima da leitura de 0,24 por cento apurada em setembro.

Para novembro e dezembro, a taxa deve ficar entre 0,35 e 0,40 por cento, segundo ele, encerrando o ano a 4,1 por cento, prognóstico revisto nesta quarta-feira em relação ao anterior, de 4,2 por cento.

A revisão da estimativa para 2007 deveu-se a uma inflação mais baixa que a esperada por Nakane em setembro.

“A inflação está sob controle”, afirmou o economista, referindo-se à perspectiva para o restante do ano.

Apesar disso, analistas dizem que o Banco Central já está olhando para a inflação de 2008 e que o crescimento da demanda levará a autoridade monetária a uma maior cautela com a taxa de juro. Isso significa que o mercado aposta em uma pausa no ciclo de cortes a partir de outubro ou dezembro.

ALIMENTAÇÃO EM FOCO

Após saltos nos preços desde o começo do segundo semestre, os alimentos estão mostrando arrefecimento, mas seguirão sendo um dos focos da inflação neste último trimestre.

“A aceleração entre outubro e setembro se deve a um comportamento não tão favorável dos alimentos in natura, sobretudo frutas. Esses são itens muito voláteis, que reagem muito a clima”, disse Nakane.

Ele estima uma alta do grupo Alimentação de 0,78 por cento em outubro, ante 0,68 por cento em agosto.

“Vemos também altas de arroz e feijão, mas elas não preocupam devido a essa questão da volatilidade.”

A partir de outubro, a entressafra dos bovinos pode acelerar os preços das carnes, lembrou ele.

Nakane vê pressões também dos reajustes de telefone fixo e tarifa de água e esgoto. Em outubro, o telefone fixo deve ter uma alta de 0,08 por cento no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, mas o efeito maior virá em novembro, quando o avanço previsto é de 0,55 por cento.

A tarifa de água e esgoto deve subir 2,9 por cento neste mês e 0,1 por cento no próximo.

Os grupos Transportes e Vestuário também devem ver aumento de preços, em razão, respectivamente, do fim do impacto da queda do álcool combustível e da entrada da nova coleção.

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