3 de Julho de 2008 / às 16:46 / 9 anos atrás

ETH quer ter papel central na consolidação em açúcar e álcool

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O executivo José Carlos Grubisich, que nesta quinta-feira assume a presidência da ETH Bioenergia, empresa de açúcar e álcool do grupo Odebrecht, quer que a companhia “tenha um papel relevante no processo de consolidação do setor”, que reúne hoje cerca de 170 empresas.

Ele afirmou, em encontro com a imprensa, que chega “mais que motivado” à companhia criada há um ano pela Odebrecht e a japonesa Sojitz.

“O setor de açúcar e álcool tem um alto potencial de crescimento no Brasil e a ETH quer ser uma das líderes nos próximos anos”, disse ele.

A companhia já tem duas usinas, Alcídia (SP) e Eldorado (MS), além de oito usinas em fase de implantação física. O plano de investimentos para o período de 2008 a 2015 prevê 5 bilhões de reais, que serão desembolsados pelos sócios.

Ao final do processo, que prevê também a ampliação da atual capacidade das duas usinas, a ETH terá uma capacidade de moagem de 45 milhões de toneladas de cana de açúcar.

“A Cosan, por exemplo, que hoje é a líder do setor, tem capacidade para 36 milhões de toneladas”, comparou Grubisich.

Hoje, as duas usinas da ETH somam 3,8 milhões de toneladas de capacidade de moagem. O executivo explicou que o modelo de negócio da companhia prevê arranjos produtivos sustentáveis, com a substituição de áreas de pastagens em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

De acordo com Grubisich, a empresa não tem planos para outras regiões do país, mas ele salientou que “o mercado é dinâmico e já iniciou uma consolidação” e, por isso, alguma aquisição poderá levar a companhia a outros Estados. “Não temos nenhum projeto fora desses 3 pólos, mas a ETH vai estar atenta a todas as oportunidades.”

A possível ida ao mercado de capitais não está descartada pela companhia como forma de financiar seu crescimento, mas o novo presidente destacou que “hoje não há nenhum processo nesse sentido.”

Questionado sobre a possibilidade de a ETH ser uma das fornecedoras de etanol para o projeto de polímero “verde” da Braskem, companhia que Grubisich presidiu nos últimos sete anos, o executivo afirmou que a ETH “vai ter de ser competente o suficiente para convencer a Braskem a tê-la como fornecedor estratégico.”

Edição de Marcelo Teixeira

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