4 de Julho de 2008 / às 20:22 / em 9 anos

Ação unificada de BM&F Bovespa deve estrear em meados de agosto

RIO DE JANEIRO, 4 de julho (Reuters) - As ações unificadas da BM&F Bovespa devem começar a ser negociadas no mercado em meados de agosto, segundo o presidente do conselho de administração da instituição, Gilberto Mifano. Segundo ele, o pedido de união dos papéis já foi protocolado na Comissão de Valores Mobiliários e faltam pequenos detalhes para aprovação.

“Em meados de agosto já deve estar aprovado o registro da nova companhia. Deixam de ser operadas duas ações e passa a ser BMF Bovespa. É automático”, afirmou após evento no Rio de Janeiro. “Faltam alguns documentos de balanços passados, mas está tudo dentro da normalidade.”

As ações da BM&F BM3F3.SA e da Bovespa BOVH3.SA estão, de acordo com Mifano, entre as dez mais negociadas no mercado e, quando houver a fusão, a “tendência é o novo papel se tornar mais líquido e mais atraente”.

“Talvez a liquidez e atratividade melhorem um pouco o preço, embora os papéis estejam um pouco machucados com a crise financeira mundial... Os valores são parecidos porque uma ação da Bovespa vai valer 1,42 ação da nova empresa e no caso da BM&F será uma por uma”, acrescentou.

Nesta sexta-feira, as ações da BM&F foram cotadas a 12,85 reais. As da Bovespa estavam em 18,30 reais.

A fusão entre as duas bolsas prevê uma redução de custos de 25 por cento em um prazo de três anos, o que implicará na demissão de parte dos 1.200 funcionários.

“Vamos tentar cortar o mínimo possível, mas como pessoal é um dos itens de despesa (cerca de 30 por cento) haverá cortes”, disse Mifano, acrescentando que a previsão é fazer 10 por cento de redução de custos este ano, atingir 17 por cento em 2009 e alcançar os 25 por cento em 2010.

“Pode ser que a redução de custos signifique uma redução do que a gente cobra para o investimento.”

Apesar da queda da Bovespa nos últimos dias e da saída de capitais estrangeiros, Mifano afirmou que as perspectivas ainda são otimistas para o mercado financeiro. “Daqui a pouco os investimentos financeiros voltam. Aqui estão as boas oportunidades. O que saiu foi pouco perto do que os investidores estrangeiros têm aqui no Brasil e perto do que eles têm no mundo. Isso nem abalou o dólar”, comentou.

Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Daniela Machado

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