4 de Março de 2008 / às 13:41 / 10 anos atrás

Correa inicia no Peru busca de apoio em crise com Colômbia

LIMA (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, inicia na terça-feira no Peru uma viagem por cinco países latino-americanos para explicar sua posição na atual crise com a Colômbia. Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá após um ataque de forças colombianas contra guerrilhas das Farc localizadas em território equatoriano.

<p>O presidente equatoriano Rafael Correa discursa na TV contra o governo colombiano, nesta ter&ccedil;a-feira. Correa inicia na ter&ccedil;a-feira no Peru uma viagem por cinco pa&iacute;ses latino-americanos para explicar sua posi&ccedil;&atilde;o na atual crise com a Col&ocirc;mbia. Photo by Guillermo Granja</p>

Correa desembarcará em Lima por volta das 10h (12h em Brasília) e uma hora depois se reunirá com seu colega Alan García, segundo confirmação feita por um porta-voz do palácio presidencial peruano. A viagem também deve incluir Brasil, Venezuela, Panamá e República Dominicana.

A intenção de Correa é informar sobre a incursão de militares colombianos em território equatoriano no fim de semana, em uma operação na qual morreu Raúl Reyes, considerado o segundo no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O Equador considerou o ataque como uma agressão e imediatamente o governo recebeu apoio da Venezuela. Caracas e Quito enviaram tropas à fronteira com a Colômbia e romperam relações com Bogotá. A Colômbia acusou a Venezuela de ter dado 300 milhões de dólares em ajuda às Farc, o que o governo venezuelano nega.

O embaixador do Equador no Peru, Diego Ribadeneira, disse que o governo de Correa espera que García colabore na resolução da crise.

“O importante é que o presidente García é um bom amigo do Equador e da Colômbia, e então ele poderá ajudar a solucionar o problema, a buscar caminhos nesse objetivo e a escutar a posição do Equador”, disse Ribadeneira à agência oficial de notícias do Peru, a Andina.

García disse na segunda-feira que a incursão colombiana no país vizinho violou as leis internacionais e pediu uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos para definir uma ação coletiva contra o “terrorismo”.

O Conselho Permanente da OEA deve realizar uma reunião extraordinária na terça-feira, a pedido do Equador.

A secretaria de imprensa do governo peruano disse que García se comunicou na segunda-feira com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, em busca de ajuda para resolver a crise.

Peru e Equador protagonizaram a última guerra na América do Sul, em 1995, numa disputa provocada pela demarcação de uma fronteira na Amazônia. O conflito foi solucionado pela mediação de um grupo de “países amigos” (Argentina, Brasil, Chile e Estados Unidos) que posteriormente enviaram tropas para vigiar a aplicação de um acordo de paz.

Atualmente, o Peru mantém uma disputa territorial marítima com o Chile. Lima já recorreu à Corte Internacional de Haia para tentar resolver o assunto.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below