4 de Agosto de 2008 / às 17:16 / 9 anos atrás

CONSOLIDA-Inflação nos EUA salta em junho, renda não acompanha

Por Glenn Somerville

WASHINGTON, 4 de agosto (Reuters) - Os preços ao consumidor subiram em junho na maior velocidade em mais de 25 anos nos Estados Unidos, mas a renda pessoal não acompanhou o ritmo e teve o menor aumento em um ano, informou o governo nesta segunda-feira.

O Departamento de Comércio afirmou que a renda pessoal subiu 0,1 por cento, após alta de 1,8 por cento em maio. O aumento de junho foi o menor desde abril de 2007.

Em termos anuais, os preços avançaram 4,1 por cento em junho, acima da alta de 3,5 por cento de maio. Foi o maior avanço anualizado desde maio de 1991.

Umm índice de inflação associado aos gastos dos consumidores teve alta de 0,8 por cento em junho, maior avanço desde o aumento de 1,0 por cento de fevereiro de 1981.

“O consumo pessoal aumentou em junho, mas muito disso foi para comprar alimentos e energia mais caros”, disse Joel Naroff, economista-chefe da Naroff Economic Advisors.

Em um relatório separado, o Departamento de Comércio informou que as encomendas à indústria subiram mais que o esperado, 1,7 por cento, após alta revisada para cima de 0,9 por cento em maio.

Foi o maior aumento mensal desde dezembro, e superou a previsão de alta de 0,7 por cento. Mas os investidores colocaram a inflação na análise e concluíram que os consumidores estão sob pressão cada vez maior.

O pequeno aumento da renda em junho ocorreu após a redução da restituição de impostos no âmbito do pacote de estímulo econômico do governo. Foram entregues 27,9 bilhões de dólares aos consumidores em junho, ante 48,1 bilhões de dólares em maio. Tirando esses pagamentos, o departamento afirmou que a renda disponível recuou em junho.

Os gastos dos consumidores subiram 0,6 por cento em junho após alta de 0,8 por cento em maio. Mas considerando a inflação, os gastos --que correspondem a dois terços da atividade econômica nacional-- caíram 0,2 por cento.

O núcleo de preços com gastos pessoais subiu 2,3 por cento em junho, maior alta desde dezembro, após ter avançado 2,2 por cento em maio.

Isso deve preocupar os membros do Federal Reserve, que segundo a expectativa do mercado deve manter o juro em 2,0 por cento mas deve aumentar o tom contra o risco inflacionário.

O alerta pode ajudar a sinalizar que a próxima mudança do juro será para cima, mas o momento em que isso ocorrerá é incerto à medida que o Fed equilibra o controle da inflação com a necessidade de evitar um dano maior à economia.

Reportagem adicional de Richard Leong e Herbert Lash

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