4 de Agosto de 2008 / às 20:17 / em 9 anos

ATUALIZA-Meirelles reitera ação "vigorosa" contra inflação

(Texto atualizado com comentários sobre o efeito da política monetária)

RIO DE JANEIRO, 4 de agosto (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reiterou nesta segunda-feira que a autoridade monetária vai atuar de forma “vigorosa” para colocar a inflação no centro da meta em 2009.

“No caso específico do Brasil, isso envolve uma atuação vigorosa do Banco Central para reverter as pressões inflacionárias e trazer a inflação de volta para os 4,5 por cento já em 2009”, disse Meirelles na abetura do 10o seminário anual de metas para a inflação do BC.

O mercado prevê, segundo o relatório Focus, inflação de 5,0 por cento em 2009, acima do centro da meta de 4,5 por cento, mas abaixo dos 6,54 por cento previstos para este ano.

Meirelles afirmou que os primeiros efeitos da política monetária apertada já começam a ser sentidos na economia.

“Temos tomado uma série de medidas visando que a inflação convirja para as metas... Essas medidas já datam de algum tempo... Existe um processo de defasagem, existe um início de efeito que começa a acontecer imediatamente. É cumulativo e, portanto, crescente”, disse.

O presidente do BC afirmou, um pouco depois, que seria prematuro afirmar que as previsões mais otimistas contidas no último relatório Focus já refletem o aperto monetário iniciado em abril.

Ao comentar a hipótese cogitada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de aumentar a meta fiscal para ajudar no controlo da inflação se for necessário, Meirelles disse apenas que “qualquer ajuda é bem-vinda a qualquer momento”.

DEFESA DO REGIME DE METAS

O presidente do BC defendeu ainda o regime de metas e o câmbio flutuante como instrumentos de controle inflacionário.

“A elevação da inflação global em função de pressões sobre preços de commodities e de evidentes descompassos entre o ritmo de crescimento da demanda e da oferta observados em diversos países têm suscitado um questionamento de forma precipitada e a nosso ver equivocado sobre o regime de metas”, disse Meirelles.

“De fato este regime tem se mostrado bastante resiliente e eficaz e, ao requerer que os bancos centrais explicitem o objetivo e o horizonte de atuação da política monetária, particularmente apropriado para lidar com episódios de aceleração inflacionária atual.”

Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Vanessa Stelzer e Renato Andrade

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