5 de Outubro de 2008 / às 18:12 / em 9 anos

Rosário vota e vê difícil composição com Manuela em Porto Alegre

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE, 5 de outubro (Reuters) - Na acirrada disputa com Manuela D’Ávila (PCdoB) para ir ao segundo turno na eleição para a prefeitura de Porto Alegre, a candidata petista Maria do Rosário insistiu neste domingo que não está disposta a se aliar com o PPS, partido que indica o vice na chapa da comunista.

As duas disputam a chance de enfrentar o prefeito-candidato José Fogaça (PMDB), favorito nas pesquisas de intenção de voto --38 por cento pelo Ibope e 41 por cento pelo Datafolha de 4 de outubro. Dizendo-se “vitoriosa”, Rosário foi votar acompanhada pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

“Tenho palavra empenhada e não quero apoio dos que privatizaram no governo (Antonio) Brito”, disse Rosário, em referência ao ex-governador membro do PPS, em entrevista à uma emissora de rádio.

A petista foi a primeira dos três líderes a votar, logo às 8h45. Na seção eleitoral, ela beijou o título eleitoral, sorriu para os fotógrafos e brincou com o vice, Marcelo Danéris (PT).

Manuela votou por volta do meio-dia, acompanhada de lideranças partidárias e do ministro Orlando Silva (Esportes). Ela reafirmou seu papel na inovação da política da capital gaúcha.

“Hoje é a consagração de um primeiro turno limpo e a chance de fazer um segundo turno diferente”, disse Manuela a jornalistas logo após votar.

Fogaça evitou o excesso de confiança, apesar da ampla liderança. “Vamos lutar muito para conseguir o máximo de votos e ir para o segundo turno”, disse o prefeito-candidato em entrevista a uma emissora de rádio da capital.

Fogaça não quer repetir a estratégia que tirou o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) do segundo turno das eleições estaduais de 2006. Na tentativa de escolher o adversário, o eleitorado de Rigotto teria levado Yeda Crusius (PSDB) para a disputa com Olívio Dutra (PT). A tucana acabou tirando Rigotto do segundo turno e acabou eleita.

Não foram registrados incidentes importantes em Porto Alegre. A votação começou tímida em função da chuva que caiu sobre a cidade desde a madrugada. Com a volta do sol, o comparecimento dos eleitores deve aumentar durante a tarde.

Os candidatos disputam o voto de pouco mais de 1 milhão de eleitores. A maioria do eleitorado é formada por mulheres (566 mil contra 472 mil homens).

Reportagem de Sinara Sandri; Texto de Maurício Savarese; Edição de Eduardo Simões

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