5 de Agosto de 2008 / às 22:48 / 9 anos atrás

Com controle de custos, lucro do Pão de Açúcar sobe a R$60,4 mi

SÃO PAULO (Reuters) - O lucro líquido do grupo Pão de Açúcar teve um salto de 118,9 por cento no segundo trimestre do ano, para 60,4 milhões de reais, sobre o mesmo período de 2007.

A companhia, segunda maior rede de varejo do país, alcançou uma receita líquida de 4,239 bilhões de reais no período de abril a junho, com elevação de 19,5 por cento sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

No conceito de mesmas lojas, o aumento da receita líquida foi de 7,4 por cento, segundo o balanço divulgado nesta terça-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) subiu 33 por cento sobre o segundo trimestre do ano passado, para 303,7 milhões de reais, o que gerou uma margem Ebitda de 7,2 por cento (alta de 0,8 ponto percentual).

"A gente teve um efeito calendário importante porque a Páscoa no ano passado aconteceu no primeiro trimestre. Mesmo assim, tivemos um crescimento dessa ordem", disse Enéas Pestana, vice-presidente financeiro, em teleconferência sobre os resultados.

A companhia conseguiu 2,8 pontos percentuais de redução nas despesas operacionais sobre as vendas líquidas, para 18,9 por cento das vendas.

Segundo o executivo, o resultado é fruto do trabalho que vem sendo feito na companhia desde a reestruturação iniciada em dezembro passado, com a vinda do atual presidente, Cláudio Galeazzi. "É um esforço constante", afirmou.

O resultado financeiro líquido do período totalizou 81 milhões de reais negativos ante 52,7 milhões negativos no mesmo trimestre de 2007.

Contribuíram para esse resultado, segundo o grupo, a consolidação do leasing das lojas do atacadão Assai em cerca de 4 milhões de reais, a redução dos juros sobre vendas a prazo em 5 milhões de reais, atualização de provisões para contingências em 12 milhões, redução dos juros sobre financiamento de imobilizações capitalizados em 2 milhões e elevação do custo financeiro de 5 milhões de reais em função da dívida líquida maior.

Outro reflexo das decisões da nova gestão foi a queda nos investimentos. A rede de varejo investiu 105,2 milhões de reais no trimestre, menos de metade dos 216,7 milhões de reais aplicados entre abril e junho de 2007.

"Dados do setor revelam que, apesar da alta da inflação e do aumento dos juros, o comércio varejista não tem sentido o desaquecimento das vendas, sendo sustentado pelo aumento da massa salarial e do crescimento no crédito", diz a empresa em seu balanço.

Por Taís Fuoco

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