5 de Dezembro de 2007 / às 11:22 / 10 anos atrás

Indústria opera a todo vapor e avança 2,8% em outubro

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A indústria brasileira entrou no último trimestre de 2007 a todo vapor, e registrou em outubro a melhor taxa de expansão mensal dos últimos quatro anos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

“A indústria está respondendo às encomendas de final de ano. O pico de produção sempre acontece nos meses de agosto e outubro, mas este ano veio mais forte pelas condições favoráveis da demanda interna”, afirmou Silvio Sales, economista do IBGE.

A produção das fábricas instaladas no país cresceu 2,8 por cento de setembro para outubro, mais do que compensando a queda de 0,6 por cento registrado no mês anterior.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção ficou 10,3 por cento maior --a mais forte variação registrada nesse tipo de comparação desde agosto de 2004.

“As sondagens já mostram que a indústria está operando nesses níveis porque as perspectivas para o comércio e indústria são favoráveis para este ano e para o ano que vem”, acrescentou Sales.

O destaque em outubro foram os Veículos automotores que, segundo o IBGE, “carregam outros setores importantes” da cadeia produtiva. A produção das montadoras cresceu 7,0 por cento no período, de acordo com o levantamento do IBGE.

A expectativa para novembro é de um bom resultado, mas pode ser menor do que o verificado em outubro por conta de uma série de feriados.

“O importante vai ser olhar a comparação entre os meses de novembro já que a comparação ante o mês anterior estará um pouco comprometida”, disse Sales.

Os dados divulgados pelo IBGE corroboram o cenário positivo traçado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou na véspera que as vendas do setor cresceram em outubro no maior ritmo em quase três anos, enquanto a utilização da capacidade instalada das atingiu o patamar mais alto da série histórica da entidade, iniciada em 2003.

Para Sales, ainda há espaço para a indústria crescer em um ritmo forte nos próximos meses sem comprometer a oferta de produtos no país. “Cruzando a pesquisa do IBGE com outras pesquisas que investigam o nível de capacidade instalada, vemos que, por enquanto, os índices de preços industriais estão abaixo da inflação de varejo.”

INVESTIMENTO GENERALIZADO

Segundo o IBGE, o segmento de bens de capital avançou 26,8 por cento na comparação anual, acima da média do ano que é de 17,9 por cento.

“Chama a atenção o desempenho de bens de capital, mostrando que os investimentos continuam fortes e que devem, portanto, se refletir em aumento de capacidade no futuro”, avaliou a Tendências Consultoria em relatório.

Para Sales, do IBGE, “houve uma generalização do investimento em outubro”.

“O quadro geral é de um desempenho de dois dígitos. O investimento está atingindo mais setores e isso traz uma boa perspectiva para a indústria no futuro”, acrescentou.

No ano, a produção industrial acumula alta de 5,9 por cento. Nos últimos 12 meses, o avanço foi de 5,3 por cento.

Reportagem adicional de Isabel Versiani; Texto de Renato Andrade; Edição de Daniela Machado

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