5 de Março de 2008 / às 20:19 / 10 anos atrás

TIM Brasil vê risco de competição impactar margem e ações caem

Por Renata de Freitas

SÃO PAULO (Reuters) - A opção estratégica da TIM Brasil para 2008 é ser tão agressiva quanto necessário para se manter entre as primeiras do mercado brasileiro, mesmo que isso venha a impactar negativamente o retorno da empresa. As ações reagiram com forte queda diante de uma bolsa em alta.

“O que colocamos, até de forma conservadora, é que vamos brigar no mercado para que possamos nos consolidar como um dos maiores players”, afirmou o presidente da segunda maior operadora de celular do país, Mario Cesar de Araujo, em teleconferência com jornalistas após a divulgação do resultado de 2007.

Ele ressaltou, no entanto, que a empresa continua a se pautar pela busca da rentabilidade.

“Vamos para esse mercado e vamos fazer tudo para nos mantermos na liderança”, disse o executivo, observando que 2008 será um ano de fortes investimentos em 3G, cujo lançamento deve ocorrer no início do segundo trimestre.

A TIM Brasil fechou o ano passado com lucro de 76 milhões de reais e margem operacional de 23,1 por cento, recuo de 0,9 ponto em relação a 2006. A reação imediata dos investidores ao resultado da empresa foi positiva, e as ações tiveram alta logo no início do pregão.

Após a teleconferência com analistas, no início da tarde, as ações passaram a cair enquanto a Bovespa continuava no azul. Para a analista Beatriz Battelli, da corretora Brascan, foi o alerta de que a competição na 3G e a entrada da Oi em São Paulo podem impactar o resultado em 2008 que derrubou o papel.

A analista Luciana Leocadio, da corretora Ativa, elogiou a expansão da receita líquida (que cresceu quase 23 por cento no ano, para 12,4 bilhões de reais), além do controle maior das despesas.

“Mas o que parece é que eles se esforçaram muito para cumprir a meta de margem deles e a sensação é que o PDD (provisão para devedores duvidosos) deve voltar a níveis normais nos próximos trimestres”, disse Luciana.

A empresa informou ter cumprido todas as metas estabelecidas para o ano passado, incluindo chegar os 29 milhões de chips ativos. Em dezembro, a TIM tinha 31,3 milhões de clientes, ou 25,8 por cento do mercado brasileiro.

Com o esperado lançamento da 3G por todas as operadoras, a batalha pela fidelização do cliente será grande em 2008, como reconheceu a administração da TIM na teleconferência com analistas brasileiros: “será um ano muito crítico...com grande pressão sobre o Ebitda não só para a TIM mas para todas as operadoras”.

Na avaliação de Mario Cesar, a operadora está preparada para esse momento da competição, que ele considera decisivo para se estabelecer no mercado por longo prazo. Ele justificou o alerta como uma aposta na transparência da sua gestão. Por outro lado, evitou antecipar as metas de 2008, que serão divulgadas apenas na Itália na sexta-feira.

Às 17h05, as ações da TIM caíam 4,25 por cento enquanto a Bovespa subia 1,6 por cento.

Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.

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