5 de Março de 2008 / às 11:16 / em 10 anos

Mercado asiático fecha em baixa apreensivo com os EUA

<p>A maior parte dos &iacute;ndices acion&aacute;rios da &Aacute;sia fechou em baixa na ter&ccedil;a-feira, com preocupa&ccedil;&otilde;es sobre uma demanda mais fraca dos Estados Unidos e sobre o efeito das altas recordes de commodities nos custos de muitas empresas. Photo by Issei Kato</p>

Por Tom Miles

HONG KONG (Reuters) - A maior parte dos mercados asiáticos terminou a quarta-feira em queda, dia em que os temores de uma recessão iminente dos Estados Unidos e Japão juntamente com esforços para esfriar o superaquecimento das economias da China, Vietnã e Austrália pesaram nas sessões.

As 08h05 o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão tinha queda de 0,37 por cento, aos 463 pontos, próximo do fim dos negócios e acumulando queda de 12 por cento este ano. Na bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve recuo de 0,16 por cento, para 12.972 pontos.

Na Coréia do Sul a bolsa fechou praticamente estável.

Na China, motor do boom de commodities dos últimos dois anos, o premiê Ewen Jiabao alertou o parlamento para os perigos de um crescimento supercarregado.

<p>A maior parte dos mercados asi&aacute;ticos terminou a quarta-feira em queda, dia em que os temores de uma recess&atilde;o iminente dos Estados Unidos e Jap&atilde;o juntamente com esfor&ccedil;os para esfriar o superaquecimento das economias da China, Vietn&atilde; e Austr&aacute;lia pesaram nas sess&otilde;es. Photo by Issei Kato</p>

“A atual alta de preços e aumento das pressões inflacionárias são as maiores preocupações”, disse Wen a aproximadamente 3 mil deputados no congresso chinês.

O boom do crescimento também criou problemas para o banco central da Austrália, onde investidores temem que um aumento da taxa de juros afete os lucros das empresas e prejudique o setor bancário.

O índice australiano S&P/ASX 200 fechou em leve queda de 0,07 por cento.

A bolsa de Xangai perdeu 1,9 por cento, mas em Taiwan o principal índice avançou 0,2 por cento, próximo de seu maior patamar em dois meses, com investidores na expectativa de que a eleição presidencial em 22 de março abra as portas para mais negócios entre o país e a China.

O temores de uma recessão nos Estados Unidos ecoa com receios acerca do crescimento do Japão, onde os dados desta quarta-feira sobre gastos de capital corporativo no quarto trimestre mostraram uma queda de 7,7 por cento, a maior queda em 5 anos.

“O crescente aumento no preço das matérias primas afeta o lucros do setor manufatureiro, diminui a demanda doméstica, reduz as vendas e o impacto negativo de leis de construção mais rígidas para os não-manufatureiros”, afirmou Naoki Izuka, economista sênior na Mizuho Securities.

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