6 de Dezembro de 2007 / às 11:41 / 10 anos atrás

Alimentos sobem, IPCA engorda e se aproxima de 4,5%

Por Rodrigo Viga Gaier e Renato Andrade

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A inflação “oficial” do país acelerou em novembro, mais uma vez afetada pelos custos dos alimentos. Essa pressão deve garantir uma alta no ano mais próxima de 4,5 por cento, centro da meta fixada pelo governo, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,38 por cento, superando as estimativas de analistas, que esperavam alta de 0,30 por cento, mesma variação de outubro.

O comportamento dos alimentos, em especial dos preços das carnes (alta de 5,71 por cento), provocou a inflação mais salgada para os consumidores.

O dado ratifica a cautela adotada pelo Banco Central a partir de outubro, quando suspendeu o ciclo de dois anos de corte da taxa básica de juro. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela segunda vez manter a Selic em 11,25 por cento ao ano.

“Os resultados de novembro evidenciaram que as conclusões do Banco Central estavam indicando o que iria acontecer de fato”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, economista do IBGE.

PERTO DO CENTRO

O avanço dos preços em novembro não ameaça o cumprimento da meta de inflação, defende a economista, mas indica que o IPCA deve fechar o ano com variação próxima do centro dela.

“A partir desse resultado de novembro, eu diria que não ficou mais apertado cumprir a meta, mas o índice deve ficar de fato mais perto do centro”, afirmou Eulina, destacando que a variação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses é de 4,19 por cento.

De acordo com o IBGE, a inflação em dezembro deve continuar sofrendo impacto do álcool e dos alimentos. “O álcool está na fase de entressafra e a impressão é de continuidade de alta. Alguns alimentos como carne e feijão, que já subiram em novembro, também devem voltar a pressionar”, disse Eulina.

O grupo Alimentação acumula no ano alta de 8,55 por cento, a maior variação desde 2002, quando subiu 19,47 por cento.

Segundo Eulina, a contribuição dos alimentos para o IPCA neste ano é de 1,76 ponto percentual.

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